Rio Negro reduz ritmo de subida das águas em Manaus

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O Rio Negro reduziu o ritmo de subida das águas em Manaus, nas últimas semanas. O rio, que banha a capital, já ultrapassou os 28 metros, mas a previsão de cheia severa é baixa, conforme o alerta mais recente do Serviço Geológico do Brasil (SGB).

g1 comparou os dados de subida das águas em Manaus desde a primeira semana de maio até a segunda semana de junho. A análise considera apenas os dias da semana (segundas, terças, quartas, quintas e sextas).

Na primeira semana de maio, 1º a 5, o Rio Negro subiu 23 centímetros. O ritmo de subida caiu para 9 centímetros na semana passada, 5 a 9 de junho.

Veja como o rio vem se comportando nas últimas seis semanas:

  • 1º a 5 de maio – 23 cm
  • 8 a 12 de maio – 21 cm
  • 15 a 19 de maio – 15 cm
  • 22 a 26 de maio – 15 cm
  • 29 de maio a 3 de junho – 11 cm
  • 5 a 9 de junho – 9 cm

Previsão de cota severa é baixa

O Serviço Geológico do Brasil (SGB) divulga três alertas de cheia no primeiro semestre de cada ano no Amazonas: um em março, um em abril e um em maio.

Em 2023, o primeiro alerta saiu em 31 de março, e o segundo, no dia 28 de abril. O terceiro foi divulgado no dia 31 de maio.

No primeiro alerta deste ano, divulgado em março, o SGB previu que Manaus registraria uma cheia de grandes proporções em 2023. A previsão era de que o Rio Negro chegasse a aproximadamente 28,64 metros.

Já no segundo alerta, divulgado em abril, a instituição reduziu essa previsão para aproximadamente 28,51 metros. Na ocasião, o Serviço Geológico do Brasil previu que o rio atingiria a cota de inundação, ou seja, que ultrapassaria os 27,50 metros. A probabilidade disso acontecer era de 99,14%, e ocorreu no dia 11 de maio, quando o Rio Negro 27,54 metros.

No terceiro alerta, a instituição atualizou a previsão. De acordo com o previsto, em Manaus, o Rio Negro deve chegar a aproximadamente 28,43 metros (com intervalo provável entre 28,12 m e 28,77 m). Agora, a probabilidade de o rio atingir a cota de inundação severa, que é 29 metros, é de apenas 2%.

Quando divulgou o terceiro alerta de cheias, o Serviço Geológico do Brasil destacou que o Rio Negro ultrapassou a cota de inundação conforme previsto nos alertas anteriores, mas se mantêm abaixo da cota de inundação severa – cuja possibilidade de superar é praticamente nula.

De acordo com a instituição, o nível dos rios depende de um conjunto de fatores. O mais significativo deles é a quantidade de chuvas do semestre anterior, que caem nas cabeceiras do Alto Rio Negro, Solimões e Peru, ocasionando a elevação dos níveis de seus afluentes.

E a climatologia apontou que neste primeiro semestre choveu mais do que a média, considerando o mesmo período monitorado em relação aos anos anteriores.

*G1AM

*Foto: —  g1.

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