O Circuito de Silverstone, casa do GP da Grã-Bretanha da Fórmula 1, sempre foi um dos mais amados pelos fãs e pilotos pela tradição, disputa e pela natureza da pista, com retas longas e curvas de alta velocidade. No entanto, vários competidores revelaram nesta quinta-feira (2) que estão pessimistas para a edição deste ano e acham que não vão se divertir durante a corrida.
Depois do GP da Áustria, Max Verstappen – um dos maiores críticos do regulamento atual – afirmou que deu risada ao dirigir no simulador em Silverstone, alertando que a dirigibilidade seria muito diferente neste ano. Nesta quinta-feira (2), nomes como Lewis Hamilton, Fernando Alonso e Franco Colapinto corroboraram os comentários do holandês.
– Acho que as próximas duas corridas vão ser uma experiência diferente do que estamos acostumados a correr em Silverstone e Spa. Circuitos lindos no passado, especialmente com os carros de efeito solo. Acho que Silverstone provavelmente era o melhor dos circuitos, combinando perfeitamente com aquele carro – iniciou Alonso, antes de acrescentar:
– Este ano vai ser muito diferente e nada divertido de dirigir os carros. Olhando para as voltas no simulador e coisas assim, vai ser bem triste, acho, para os pilotos, mas também para os espectadores.
O descontentamento tem a ver com a forma como os carros gerenciam a energia neste ano. A unidade de potência, nome dado ao motor da F1, se divide em um motor de combustão interna e uma parte elétrica, com bateria. Nesta temporada, a parte elétrica ganhou maior protagonismo e é responsável por 47% da potência do carro, com os 53% restantes sob responsabilidade do motor de combustão interna.
Em meio às críticas no início da temporada, a FIA introduziu novos limites de energia que pode ser aplicada durante uma volta, com variações de pista para a pista. O principal objetivo é reduzir o superclipping, mas essa limitação também torna os carros mais lentos em alguns trechos das pistas.
Fonte: Globo Esporte/Foto: Alastair Staley/LAT Images




