Epidemia mundial do tabagismo: cigarros matam 8,3 milhões de pessoas por ano, diz OMS

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A Organização Mundial da Saúde divulgou nesta segunda-feira (31) o mais recente relatório sobre a epidemia mundial de tabagismo. A OMS fala que a o tabagismo é uma das principais causas de morte, doenças e de empobrecimento no mundo.

O tabagismo mata, em todo o planeta, mais de 8 milhões de pessoas por ano, 7 milhões de fumantes diretos e 1,3 milhão de fumantes passivos – que ficam rotineiramente expostos à fumaça.

Os números divulgados nesta segunda pela Organização Mundial da Saúde dão a dimensão de um desafio imenso, global: o mundo tem 1,3 bilhão de fumantes, 80% deles se concentram em países de média e baixa renda.

O novo relatório lembra que o cigarro está relacionado a 20 tipos ou subtipos de câncer – e é um fator de risco pra doenças cardiovasculares e respiratórias. Segundo a OMS, não existe um nível seguro de consumo de tabaco e todas as formas de uso são prejudicais. Para enfrentar o problema, a OMS recomenda anúncios agressivos sobre os riscos do fumo.

OMS:  “epidemia do tabaco” é uma das maiores ameaças à saúde pública que o mundo já enfrentou — Foto: Reprodução/TV Globo

OMS: “epidemia do tabaco” é uma das maiores ameaças à saúde pública que o mundo já enfrentou — Foto: Reprodução/TV Globo

Países fazem conscientização e monitoramento do uso

No relatório divulgado nesta segunda, a Organização Mundial da Saúde elogia o trabalho feito pela Holanda – que, segundo a OMS, tornou-se o quarto país a atingir o nível mais alto de controle do tabagismo, juntando-se à Turquia, as Ilhas Maurício e ao Brasil.

A Organização fala que esses países desenvolveram as políticas recomendadas pelas autoridades de saúde – de conscientização, monitoramento, de proteção às pessoas da fumaça do tabaco, de ajuda pra quem quer parar, de proibição de publicidade e patrocínio e também de medidas pra aumentar os impostos sobre o tabaco.

O novo documento mostra que 5,6 bilhões de pessoas no mundo, 71% da população global, estão cobertas por ao menos uma dessas seis políticas de saúde consideradas capazes de reduzir o impacto do cigarro. O total é cinco vezes maior que o observado em 2007.

O relatório destaca ainda um avanço: quase 40% dos países baniram o cigarro de espaços públicos fechados, o que, segundo a Organização, garante um ar puro pras pessoas respirarem, incentiva os fumantes a largarem o cigarro e evita que mais pessoas comecem a fumar.

*g1 / Foto: Reprodução/TV Globo

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