Médico é denunciado por 14 pessoas por agressão e violência doméstica em bairro nobre de SP

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Um médico foi denunciado por pelo menos 14 pessoas por violência doméstica, agressão, ameaça, injúria, ofensas, perseguição e dano ao patrimônio, na região do Jardim Paulista, bairro nobre da capital de São Paulo.

Bruno D’Ângelo Cozzolino é suspeito de ter agredido o zelador e o síndico do prédio onde mora algumas vezes. Imagens de câmeras de segurança flagraram os momentos. A motivação da briga com o síndico teria sido um pedido para que o médico estacionasse corretamente o carro na garagem.

O médico chegou a ir à delegacia para realizar um boletim de ocorrência contra o zelador, alegando ter sido vítima do funcionário do prédio.

Nas redes sociais, Bruno fala sobre cuidados com a saúde e o bem-estar e suas especialidades médicas, como medicina do esporte, nutrologia e dermatologia. O médico também exibe vídeos e fotos de viagens internacionais.

Polícia confirma investigações por violência doméstica e injúria

A SSP (Secretaria de Segurança Pública) confirma que existem dois inquéritos policiais em andamento contra Bruno. O primeiro deles, registrado como violência doméstica, perseguição, ameaça e lesão corporal, está em apuração pela 2ª Delegacia de Defesa da Mulher Sul. A vítima conseguiu uma medida protetiva, e o depoimento do suspeito já foi agendado.

O segundo caso foi registrado como injúria, calúnia e ameaça por três vítimas (duas mulheres e um homem). O investigado foi intimado a comparecer para depoimento na investigação do Gegradi (Grupo Especial de Combate aos Crimes Raciais e de Intolerância).

Uma terceira ocorrência ainda está na fase inicial de investigação, no 15° Distrito Policial (Itaim Bibi). Policiais do 78° Distrito Policial esperam a representação formal da vítima para o prosseguimento da apuração. 

O que dizem os advogados do médico

Procurada pela reportagem, a defesa do médico Bruno D’Ângelo Cozzolino informou que ele prefere não se manifestar neste momento.

Em 2021, a defesa de Bruno apresentou à Justiça um laudo psiquiátrico que atestava transtorno de humor bipolar, ansiedade e transtorno obsessivo compulsivo grave. Os advogados também afirmam que ele havia abandonado o tratamento. A prisão foi revogada, e ele foi encaminhado para uma perícia médica, mas o caso acabou arquivado.

Em nota, o Conselho Regional de Medicina afirmou que apura a conduta do médico. 

*R7/FOTO: Divulgação

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