Amigo de israelense diz que ladrão avançou na direção de Alma, que se desequilibrou em mureta; veja o que dizem depoimentos

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Pelo menos três pessoas já foram ouvidas nesta terça-feira (7) pela Delegacia de Homicídios na investigação sobre a morte de Alma Bohadana, de 22 anos, a turista israelense que caiu de uma mureta em Santa Teresa, na Rua Almirante Alexandrino.

O principal dos depoimentos, do amigo Dan Hen, que acompanhava a jovem quando ela morreu, afirma que ela tentou se afastar da abordagem de ocupantes de um carro vermelho quando caiu de uma altura de cerca de 15 metros.

Alma e o também israelense Dan voltavam de uma trilha ao Cristo Redentor no momento da abordagem. Ele falou que um dos ocupantes do carro pediu os pertences da jovem.

Dan contou que ele e Alma estavam muito próximos da mureta de proteção da estrada e que o homem avançou em direção a israelense. Nesse momento, ela tentou se afastar, se desequilibrou na mureta e caiu. Os ocupantes do carro fugiram.

Dan contou ainda que desceu a escada à procura da amiga, mas foi difícil achar por causa da quantidade de árvores e da escuridão. Quando a encontrou, ela ainda estava viva e chorando de dor. Alma teve várias fraturas e morreu antes da chegada dos bombeiros ao local.

Outras duas testemunhas que viram quando o rapaz desceu a escada pra ajudar Alma também vieram depor na Delegacia de Homicídios.

Um amigo israelense que viaja com Dan e que está hospedado no mesmo hostel contou aos policiais que eles chegaram ao Rio para o show de Madonna e decidiram ficar mais uns dias.

Acrescentou que tinham acabado de conhecer Alma, que estava viajando sozinha pelo país. Um representante do Consulado Israelense acompanhou os jovens na delegacia, mas eles não quiseram falar com a imprensa.

Mesmo com todos os depoimentos, a polícia não descarta nenhuma hipótese. Os israelenses deixaram a delegacia no começo da tarde.

O corpo de Alma foi levado ao IML e aguarda liberação. Antes de vir ao Rio, Alma Bohadana ficou por volta de 3 meses em Salvador, na Bahia. No hostel onde se hospedou, ela desenhou uma mandala com capoeiristas . Funcionários se disseram chocados com a morte prematura . Um deles falou que Alma amava o Brasil e que foi profundamente feliz na Bahia.

E em mensagem, escreveu: “Uma alma linda, uma artista, sempre sorrindo, radiante, falante, muito inteligente. Nos divertimos, rimos, conversamos e dançamos muito. Ela tinha aprendido a sambar e compartilhava muito da sua cultura israelense. Ela vai ficar pra sempre aqui, conosco, na mandala que pintou com tanto amor, em cada detalhe”.

*G1/Foto: Reprodução

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