Mãe é presa por omissão em caso de estupro da própria filha no Amazonas

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Uma mulher de 37 anos foi presa na seghunda-feira (5) por policiais da Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente por omissão imprópria referente ao estupro de vulnerável da própria filha de 8 anos de idade. Ela é suspeita de saber e permitir que o companheiro abusasse sexualmente da criança. A família mora no bairro Cidade Nova, zona note de Manaus.

A prisão ocorreu no local de trabalho da suspeita um mês após a detenção do padrasto da menina. O caso foi descoberto em dezembro de 2024 quando a criança fez desenhos na escola revelando os abusos e demonstrou medo em voltar para casa. A escola acionou o Conselho Tutelar que denunciou o caso à polícia.

A omissão da mãe foi identificada em conversas pelo WhatsApp no celular do padrasto da criança que comprovam que a companheira dele tinha conhecimento dos crimes. “Não pode ficar por isso mesmo. Tu já tocou na criança, isso vai continuar assim, você já fez sim”, dizia uma das mensagens analisadas pela polícia.

“É um diálogo muito claro de que a mãe sabia e ela queria. A mãe ainda queria que ele continuasse cuidando dela. O que causou para a gente muito mais repulsa foi quando vimos que a mãe queria que ele continuasse cuidando da menina, mesmo sabendo que ele abusava dessa criança”, disse delegada Mayara Magna, responsável pelo caso.

A investigação, segundo a delegada, identificou que a mãe agiu ativamente para atrapalhar o trabalho policial. Ela instruiu testemunhas a mentir em depoimentos e tentou desacreditar os relatos da própria filha diante das autoridades, alegando que as declarações da criança eram fantasiosas.

A polícia não encontrou indícios de que a acusada estivesse sob coação ou ameaça do companheiro. A mulher não ofereceu resistência no momento da prisão.

Além do processo por estupro de vulnerável por omissão, a mãe responde a uma investigação paralela por abandono de incapaz em relação aps outros dois filhos. As três crianças foram retiradas de sua guarda: a vítima direta dos abusos está sob os cuidados do pai biológico, enquanto os irmãos foram encaminhados para familiares.

Fonte: Amazonas Atual/Foto: Divulgação/PCAM

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