Anvisa barra remédios e produtos “naturais” vendidos sem registro

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a apreensão e proibiu a comercialização de diversos produtos irregulares no Brasil, incluindo o remédio Truzaro (medicamento à base de Tirzepatida), unidades do Saizen (lote BA088217), itens da marca GNH Pharma, produtos à base de “óleo ozonizado” e medicamentos manipulados de dois laboratórios.

A medida está na Resolução-RE nº 1.098, publicada em 19 de março de 2026, e já está em vigor. Segundo o documento, os produtos apresentam problemas como falta de registro, origem desconhecida, divergência de lote e falhas na fabricação, o que motivou a ação sanitária.

A Anvisa aponta que o Truzaro, utilizado para o tratamento de diabetes tipo 2 e para o controle de peso estava sendo comercializado sem registro e por empresa desconhecida.

No caso do Saizen, da Merck S/A, foram encontradas unidades do lote BA088217, com validade até 2027, que não correspondem ao produto original. Já os produtos da GNH Pharma foram considerados irregulares por falta de registro e ausência de identificação adequada do fabricante.

Também foram proibidos itens divulgados com finalidade terapêutica à base de “óleo ozonizado”, que não possuem registro ou autorização sanitária no Brasil.

Itens apreendidos pela Anvisa

Entre os produtos com comercialização proibida e determinação de apreensão, estão:

  • Truzaro (lotes a partir de 01/01/2020).
  • Saizen – lote BA088217.
  • Produtos da marca GNH Pharma (todos os lotes).
  • Produtos com “óleo ozonizado”, incluindo: óleo de girassol ozonizado (usado para rinite e sinusite); óleo natural de abacate ozonizado; colírio natural de girassol ozonizado e suplemento ocular humano girassol ozonizado.
  • Todos os manipulados do Laboratório Biometil Ltda.
  • Preparações magistrais líquidas da Bio Meds Pharmaceutica Ltda.

A resolução também aponta falhas graves em dois laboratórios. No Laboratório Biometil Ltda., foram identificadas irregularidades em etapas críticas da produção, como ausência de validação de processos e problemas no controle de qualidade.

Já a Bio Meds Pharmaceutica Ltda. comercializava preparações manipuladas prontas para venda, sem prescrição individualizada, o que é proibido pelas normas sanitárias.

A resolução determina a proibição de fabricação, distribuição, comercialização, propaganda e uso dos produtos. As regras valem para empresas, pessoas físicas e até para quem divulgar os itens.

A Anvisa orienta que consumidores verifiquem se produtos de saúde têm registro antes da compra. Itens sem autorização podem não atender aos padrões de qualidade e segurança exigidos no país.

Fonte: Metrópoles/Foto: Rafaela Felicciano/Metrópoles

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