O Banco Central divulga nesta terça-feira (5/5) a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), na qual a taxa Selic foi reduzida em 0,25 p.p, para 14,50% ao ano.
O último comunicado não deixou pistas sobre o futuro da taxa básica de juros no Brasil. O colegiado não indicou se, na reunião de junho, deve optar por um novo corte, pela manutenção da taxa ou por uma eventual alta.
A ata, prevista para ser publicada às 8h, pode trazer sinais mais detalhados sobre a avaliação do Copom e as perspectivas para os juros.
No encontro encerrado em 29 de abril, o Copom fez o segundo corte consecutivo no ano. Antes disso, a Selic se manteve em 15% ao ano por cinco reuniões consecutivas.
Entenda a situação dos juros no Brasil.
- A taxa Selic é o principal instrumento de controle da inflação.
- Os integrantes do Copom são responsáveis por decidir se vão cortar, manter ou elevar a taxa Selic, uma vez que a missão do BC é controlar o avanço dos preços de bens e serviços do país.
- Ao aumentar os juros, a consequência esperada é a redução do consumo e dos investimentos no país.
- Dessa forma, o crédito fica mais caro e a atividade econômica tende a desaquecer, provocando queda de preços para consumidores e produtores.
- Projeções mais recentes mostram que o mercado desacredita em um cenário em que a taxa de juros volte a ficar abaixo de dois dígitos durante o governo Lula e o mandato do presidente Gabriel Galípolo à frente do BC.
A ata do Copom deve ser divulgada nesta terça, às 8h. Diferente do comunicado, que é um documento mais objetivo, a ata detalha todos os pontos centrais avaliados pelo colegiado de diretores do Banco Central, bem como apresenta a justificativa para a decisão tomada.
Na ata, o Copom também costuma apresentar algumas perspectivas de cenários para o intervalo até a próxima reunião. Com base nestes detalhes, analistas de mercado tiram conclusões sobre possibilidades de decisões futuras, por este motivo, a ata é um documento importante.
O primeiro corte da Selic neste ano, no patamar de 0,25 ponto percentual, foi precedido de uma sinalização clara no comunicado do Copom. No entanto, os efeitos da guerra no Oriente Médio sobre a economia fizeram com que o Copom não desse mais sinais sobre os rumos da política fiscal. No comunicado de abril, o colegiado de diretores do BC deixaram em branco a sinalização.
“No cenário atual, caracterizado por forte aumento da incerteza, o Comitê reafirma serenidade e cautela na condução da política monetária, de forma que os passos futuros do processo de calibração da taxa básica de juros possam incorporar novas informações que aumentem a clareza sobre a profundidade e a extensão dos conflitos no Oriente Médio, assim como seus efeitos diretos e indiretos sobre o nível de preços ao longo do tempo”, destacou.
Expectativas do mercado para a Selic
Analistas do mercado financeiro, consultados semanalmente no relatório Focus, estimam que a taxa básica de juros, a Selic, feche 2026 em 13% ao ano. Ou seja, não há expectativa de novos aumentos na taxa. As estimativas para os próximos anos também seguem as mesmas, confira abaixo:
Para 2027, a previsão da taxa de juros é de 11% ao ano.
Para 2028, a estimativa continua em 10% ao ano.
Para 2029, a estimativa é de 10% ao ano.
Próximas reuniões do Copom:
- 16 e 17 junho;
- 4 e 5 de agosto;
- 15 e 16 de setembro;
- 3 e 4 de novembro;
- 8 e 9 de dezembro.
Fonte: Metrópoles/Foto: LUIS NOVA/ESPECIAL METRÓPOLES @LuisGustavoNova




