Ao afastar a funcionária Huíla Borges Klanovichs (imagem em destaque) por ter dado um tapa em uma atendente de um drive-thru do Mc Donald’s, o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) justificou que “nenhuma forma de violência é tolerada” por seus colaboradores.
“Todo o pessoal tem a obrigação de cumprir com as regras e regulamentos da ONU abstendo-se de qualquer comportamento que contrarie os valores de respeito, integridade, responsabilidade e ética que orientam o sistema das Nações Unidas”, diz a nota.
Segundo o UNODC, Huíla foi colocada em licença e afastada das funções após o caso. Na nota encaminhada ao Metrópoles, o escritório afirmou que está ciente do incidente reportado e tomou medidas imediatas. O caso foi encaminhado ao órgão investigativo independente das Nações Unidas, o Escritório de Serviços de Supervisão Interna (OIOS), para as providências cabíveis.
Sobre a agressão
Em depoimento à polícia, a funcionária do escritório vinculado à Organização das Nações Unidas (ONU) disse que foi desrespeitada pela atendente após pedir que a cebola fosse retirada do seu sanduíche.
O pedido havia sido feito em razão de que Huíla ter alergia severa a cebola, com histórico de reações graves, o que fez com que solicitasse um novo hambúrguer.
De acordo com a cliente, ao informar sobre a presença do ingrediente indesejado no sanduíche, ela teria sido mal tratada pela atendente, o que gerou a discussão. Disse ainda que a funcionária deu a opção de acionar a polícia. Apesar de as imagens mostrarem o momento da agressão, a autora não comentou sobre a reação violenta.
Já a vítima, uma funcionária de 34 anos, contou que, ao trocar o pedido, Huíla teria a humilhado e exigido que ela fizesse um pedido de desculpas, o que não foi atendido. Diante da negativa da atendente, a cliente desferiu dois tapas na trabalhadora.
A Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) foi acionada e chegou ao local por volta da 1h, para tratar de ocorrência de agressão.
“A cliente se revoltou, porque o sanduíche veio com cebola. A atendente foi trocar o pedido e, quando voltou, a cliente exigiu um pedido de desculpas, humilhando a vítima. Quando ela disse que não devia pedir desculpas, foi agredida”, informou o delegado responsável pelo caso, Wellington Barros.
Em seguida, a vítima se afastou do balcão, enquanto outro funcionário apareceu no local e conversou com a agressora. Segundo a PCDF, a mulher foi solta após prestar esclarecimentos, e o caso agora está no Judiciário.
Em nota, o McDonald’s informou que tomou todas as providências necessárias no momento do ocorrido, acionou as autoridades e presta todo apoio à funcionária.
“A empresa repudia veementemente qualquer forma de violência e reforça seu compromisso inegociável com a promoção de um ambiente seguro e respeitoso para todos”, informou o McDonald’s.
O Metrópoles tenta contato com Huíla, mas, até a última atualização da matéria, não conseguiu retorno. O espaço segue aberto para atualizações.
Fonte: Metrópoles/Foto: Metrópoles




