Clima: frente fria mantém chuvas intensas no Sul; Nordeste tem ar seco

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A quarta-feira (1º/7) abre o mês de junho com um cenário de forte bloqueio atmosférico e severos contrastes climáticos entre as macrorregiões do país. Enquanto os estados da Região Sul permanecem em estado de alerta máximo devido a um persistente corredor de instabilidade, as áreas centrais do Brasil entram em um regime de forte secura e estabilidade térmica.

A configuração atual decorre da atuação conjunta de uma frente fria estacionária e do constante fluxo de calor e umidade vindos diretamente da Região Amazônica.

 

Na Região Sul, o panorama meteorológico é de perigo e perigo extremo, especialmente para Santa Catarina e o Rio Grande do Sul. Desde as primeiras horas da madrugada, o choque de massas de ar mantém a previsão de chuva intensa e temporais isolados acompanhados por trovoadas.

A situação ganha contornos mais críticos a partir da tarde, impulsionada pela formação de uma nova área de baixa pressão entre o Paraguai e o norte da Argentina.

O aprofundamento deste sistema, associado a um cavado em médios níveis da atmosfera, vai injetar ainda mais energia nas nuvens, elevando o risco de tempestades severas e acumulados volumosos na metade norte gaúcha, no oeste e sul catarinense e no sudoeste do Paraná.

Paralelamente, os termômetros registram marcas negativas nas áreas serranas do Rio Grande do Sul durante a madrugada, enquanto o Paraná experimenta uma elevação térmica gradual por conta da condição pré-frontal.

Ar seco no NE

Em contrapartida, a Região Sudeste segue sob o domínio absoluto de uma massa de ar seco que garante tempo firme e céu aberto em praticamente todo o território. Estados como São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais terão predomínio de sol entre poucas nuvens, registrando apenas nevoeiros matinais isolados em áreas de baixadas e vales.

O padrão de estiagem severa também dita o ritmo na Região Centro-Oeste, onde o sol brilha forte e as temperaturas entram em rápida elevação a partir do meio-dia. O calor vespertino acende o sinal de alerta para a saúde pública, uma vez que a umidade do ar deve atingir níveis críticos, abaixo dos 20%, no interior de Mato Grosso e no extremo norte de Goiás.

 

Na Região Nordeste, o mapa do tempo mantém a clássica divisão sazonal entre o litoral úmido e o interior árido. A circulação de ventos oceânicos concentra núcleos de nebulosidade na faixa litorânea que se estende do Rio Grande do Norte ao sul da Bahia, com risco iminente de temporais na costa baiana, principalmente entre Salvador e Ilhéus.

Por fim, a Região Norte permanece sob a forte influência do binômio calor e alta umidade tropical, alimentado ainda mais pela Zona de Convergência Intertropical nas áreas setentrionais. O sistema sustenta pancadas de chuva volumosas e trovoadas no Amazonas, Roraima, Amapá, oeste do Acre e norte paraense, com alertas de temporais localizados para o litoral amapaense.

Fonte: Metrópoles/Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

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