Amazonas movimenta US$ 1,55 bilhão na corrente do comércio em março de 2026

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O Amazonas movimentou US$ 1,55 bilhão na corrente do comércio em março de 2026, segundo dados divulgados pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (Sedecti). O resultado reúne exportações de US$ 131,39 milhões e importações de US$ 1,42 bilhão, refletindo o perfil econômico do estado, marcado pela forte dependência de insumos importados para abastecer o Polo Industrial de Manaus (PIM).

De acordo com o levantamento, divulgado nesta quarta-feira (22), as exportações do estado seguem concentradas em produtos industriais e minerais. A Alemanha foi o principal destino no período, com destaque para o ouro, que somou US$ 37,04 milhões e representou a maior parte das vendas ao país. Já a Argentina aparece como outro parceiro relevante, com a compra de motocicletas no valor de US$ 6,93 milhões.

Nas importações, o Amazonas mantém predominância na compra de bens intermediários, essenciais para a indústria local, que somaram US$ 3,78 bilhões no acumulado do ano até março. Também se destacam bens de capital, combustíveis e bens de consumo.

Entre os principais parceiros comerciais, a China lidera como fornecedora, com destaque para a importação de suportes gravados, que totalizaram US$ 92,54 milhões no mês. A Coreia do Sul também teve participação relevante, com a venda de memórias digitais utilizadas na fabricação de eletrônicos, somando US$ 64,26 milhões.

A série histórica mostra crescimento nas importações do estado a partir de 2021, após queda em 2020. O volume chegou a US$ 16,14 bilhões em 2024, o maior da série, e manteve patamar elevado em 2025. Em 2026, até março, já foram registrados US$ 4,27 bilhões em compras internacionais.

No interior do Amazonas, alguns municípios também tiveram destaque. Presidente Figueiredo exportou ferro-ligas para a China, enquanto Manacapuru vendeu peixes congelados para o Peru. Já nas importações, Itacoatiara se destacou com a compra de óleos de petróleo da Rússia, e Silves adquiriu turborreatores dos Países Baixos.

Os dados reforçam a integração do Amazonas às cadeias globais de produção, com forte dependência de importações para sustentar a atividade industrial e participação mais concentrada nas exportações.

*G1 Amazonas/ Foto: Divulgação/Sedecti

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