Amazonas tem aumento de 900% no número de apreensões de madeira ilegal em 2023, aponta PRF

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O Amazonas lidera o ranking dos estados com os maiores índices de apreensões de madeira em 2023, em comparação ao ano anterior, com um aumento de 900%. Os dados são do levantamento da Polícia Rodoviária Federal (PRF), que também apontou um aumento de 12% no número de apreensões no país.

Segundo a PRF, as apreensões aconteceram durante fiscalizações de rotina e em operações realizadas pela corporação em parceria com outros órgãos, como o Ibama.

“A madeira é explorada primeiro e quando a vegetação perde aquele valor comercial para a cadeia produtiva [da madeira]. Então, em seguida, pode ocorrer o desmatamento da área. Ou seja, impedir o transporte ilegal de madeira é importante para a conservação da floresta como um todo e da biodiversidade desses lugares”, disse o superintendente do Ibama no Amazonas, Joel Araújo.

Entre as rodovias que registraram o maior número de apreensões estão:

  • A BR-364, que liga o Acre a São Paulo
  • A BR-316, que liga Belém à Alagoas;
  • A BR-174, que liga o Amazonas a Roraima;
  • E a BR-319, que tem trechos intrafegáveis durante boa parte do ano, mas que, se recapeada, ligaria o Amazonas ao restante do país.

De acordo com a PRF, em 2022 foram apreendidos 912 m³, enquanto no ano passado foram 9.201,06 m³.

Entre as espécies mais encontradas nas abordagens estão madeiras, como, maçaranduba, angelim-vermelho e itaúba, algumas, inclusive, com alto valor agregado no mercado de fabricação de móveis.

“O Amazonas tem poucas rodovias, que acabam desembocando na rodovia federal para poder fazer esse fluxo. Então, sempre teve essa visão diferenciada, uma visão estratégica para realizar a fiscalização dos produtos florestais na rodovia federal. E isso acaba por implicar num aumento significativo das apreensões nos últimos anos, sobretudo porque houve o aumento também da capacitação do efetivo que atua nesse eixo”, explicou o policial rodoviário federal, Antônio Barbosa, que atua no enfrentamento aos crimes ambientais.

“[…] O mercado consumidor cresce a cada dia e, inevitavelmente, ele tem que ser alimentado pela região produtora, além do aumento de efetivo em algumas posições estratégicas. Então o policiamento orientado, policiamento focado no combate ao crime ambiental, tem conseguido otimizar resultados em função disso”, finalizou o policial.

*g1 / Foto: Divulgação

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