Anvisa proíbe suplementos após identificar propaganda enganosa e falhas sanitárias

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A decisão recente da Anvisa acendeu um alerta importante para consumidores de suplementos alimentares em todo o país. Na última quinta-feira (28/05), a agência determinou a proibição da fabricação, venda, distribuição e propaganda de produtos após identificar desde publicidade considerada enganosa até graves falhas sanitárias em fabricantes.

As medidas envolvem um suplemento divulgado com promessas “anti-idade” e também produtos fabricados em condições consideradas inadequadas pelos fiscais. O caso chama atenção porque o mercado de suplementos cresce rapidamente no Brasil, impulsionado pela busca por estéticadesempenho físico e qualidade de vida.

No entanto, especialistas alertam que nem todos os produtos comercializados seguem os padrões necessários de segurançacontrole sanitário e transparência.

Promessas “anti-idade” colocaram produto na mira da Anvisa

Um dos principais alvos da fiscalização foi o suplemento líquido Rejuvita 30 ml. Segundo a Anvisa, o produto vinha sendo divulgado com alegações que não são permitidas para suplementos alimentares.

Entre as promessas identificadas estavam efeitos ligados ao rejuvenescimento da pele, ação “anti-idade” e benefícios semelhantes aos de dermocosméticos. Para a agência, esse tipo de publicidade pode induzir o consumidor ao erro ao sugerir propriedades terapêuticas ou efeitos estéticos sem comprovação compatível com a categoria do produto.

A fiscalização também encontrou inconsistências relacionadas à identificação do fabricante. Além disso, a Anvisa considerou inadequada a divulgação de mensagens que sugeriam uma aprovação total do produto pela agência reguladora.

O problema é que muitos consumidores associam esse tipo de propaganda a uma garantia absoluta de eficáciaqualidade e segurança, o que pode estimular o consumo sem orientação adequada.

Falhas sanitárias levaram suspensão de suplementos

Outra medida tomada pela Anvisa atingiu suplementos fabricados pela empresa Mayben Pharmaceutical Ltda.. Durante inspeções realizadas nos dias 25 e 26 de abril, fiscais encontraram uma série de irregularidades consideradas graves.

Entre os problemas identificados estavam:

• Estrutura inadequada de limpeza e conservação
• Falta de controle de temperatura e umidade
• Equipamentos danificados
• Uso de matérias-primas vencidas
• Falhas na rastreabilidade dos produtos
• Mistura inadequada entre linhas de produção
• Ausência de locais apropriados para higienização das mãos
• Uso de embalagens consideradas impróprias

Segundo especialistas da área sanitária, esse tipo de falha pode comprometer diretamente a qualidade dos suplementos e a segurança do consumidor. Em alguns casos, problemas no armazenamento e na fabricação aumentam o risco de contaminação, além de provocar alterações nos ingredientes presentes nos produtos.

Crescimento do mercado exige mais atenção dos consumidores

O mercado de suplementos alimentares vem registrando forte crescimento nos últimos anos. Com isso, aumentou também o número de produtos divulgados com promessas exageradas e estratégias de marketing capazes de gerar falsas expectativas nos consumidores.

Por isso, profissionais da saúde orientam que consumidores adotem alguns cuidados antes da compra:

• Verificar se o fabricante está regularizado
• Desconfiar de promessas milagrosas
• Evitar produtos anunciados como “cura” ou “anti-idade”
• Buscar orientação profissional antes do uso contínuo
• Comprar apenas de fontes confiáveis

A ação da Anvisa mostra como a fiscalização sanitária continua sendo fundamental para reduzir riscos à saúde pública. Mais do que retirar produtos irregulares do mercado, as medidas ajudam a aumentar a transparência, fortalecer o controle de qualidade e proteger consumidores diante de um setor cada vez mais competitivo.

Em um cenário onde o marketing muitas vezes chama mais atenção que as evidências científicas, entender a procedência e a regularização dos supleementos tornou-se uma atitude essencial para evitar riscos desnecessários à saúde.

 

 

*r7/Foto: (Foto: Reprodução / Anvisa / Ascom)Fala Ciência

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