Após duas semanas com ‘preço baixo’, postos de gasolina já cobram até R$ 6,49 o litro em Manaus

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Após duas semanas com o litro da gasolina comum sendo vendida a R$ 5,25, os postos de combustíveis de Manaus voltaram a aumentar o preço em mais de R$ 1, nesta sexta-feira (2). A reportagem encontrou a gasolina sendo vendida por valores entre R$ 5,99 e R$ 6,49 na capital amazonense. 

A Agência Nacional Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) também constatou a venda da gasolina por até R$ 5,99, conforme consta em levantamento realizado entre o último domingo (28) e esta sexta-feira. O menor valor encontrado foi R$ 5,19 e o preço médio chegou a R$ 5,34.

Segundo a Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e de Lubrificantes (Fecombustíveis), a volta da cobrança do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) em diferentes estados do país, na última quinta-feira (1º), marcou a reoneração de impostos sobre combustíveis, que sofria reduções desde 2021. 

A reportagem procurou a Secretaria de Estado da Fazenda do Amazonas (Sefaz-AM) que, por sua vez, afirmou que a flutuação dos preços de combustível na bomba dos postos não guarda relação com majoração de carga tributária do ICMS, que já estava em 20% no estado amazonense. 

Em cenários normais, uma das razões para a mudança de preços na bomba é o anúncio de reajustes no preço do combustível vendido pela Refinaria da Amazônia (Ream). No entanto, conforme disponibilizado pela empresa nesta sexta-feira (2) em seu site, a gasolina continua a ser vendida por R$ 3,04, valor que variou em apenas um centavo em janeiro – ou seja, sem aumento real.

Em nota enviada à reportagem, a Refinaria do Amazonas (Ream), negou ter havido aumento dos valores dos combustíveis aos distribuidores e destacou que o preço das bombas se referem a “reajustes nas alíquotas de impostos, atribuições de Estados, Municípios e União, cabendo à Refinaria tão somente o seu cumprimento”.

O Instituto de Proteção ao Consumidor do Amazonas (Procon) e o Sindicato das Empresas Varejistas do Comércio de Combustíveis do Amazonas (Sindicombutíveis) foram procurados e até o fechamento deste material não se posicionaram.

Foto: Jeiza Russo/*A crítica

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