Arcabouço: após falar em “ampla vantagem”, Haddad diz ter “muito voto”

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O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), declarou que o governo federal “tem muito voto” para aprovar o arcabouço fiscal no Congresso Nacional. O chefe da pasta conversou com a imprensa na saída do ministério, na noite desta terça-feira (16/5).

Haddad afirmou mais cedo que o governo tem “uma larga margem” para aprovar o novo texto, que foi apresentado pelo relator, deputado Cláudio Cajado (PP-BA).

“Nós estamos com o desafio de aprovar esse arcabouço com uma larga margem de votação, para dar consistência ao regime fiscal do país”, informou o ministro da Fazenda.

O novo texto enviado ao Congresso atende a um pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para preservar a política de valorização do salário mínimo e do programa Bolsa Família. O projeto de Cajado prevê gatilhos que bloqueiam os gastos públicos, caso o governo federal arrecade menos do que o esperado.

Caso o governo não arrecade o esperado, novos concursos e reajustes a servidores públicos serão bloqueados. Esse gatilho não agradou à bancada do Partido dos Trabalhadores no Congresso Nacional.

Perguntado se a bancada petista gostou do novo texto, o ministro Haddad declarou que “deve ter gente que sim”.

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), deve pautar um requerimento de urgência para acelerar a tramitação do arcabouço nesta quarta-feira (17/5).

Foto: Fábio Vieira/Metrópoles

*Metrópoles

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