Avante abre processo para expulsar deputado do AM por infidelidade

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A direção estadual do Avante no Amazonas decidiu, nesta segunda-feira (11), abrir processo de expulsão do deputado estadual Wanderley Monteiro por quebra de fidelidade partidária.

O parlamentar assinou o requerimento de abertura de CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) proposto pelo deputado Péricles do Nascimento (PL) para investigar repasses do Governo do Amazonas à Prefeitura de Manaus no âmbito do programa Asfalta Manaus.

A representação contra Wanderley foi apresentada pelo próprio prefeito de Manaus, que é o presidente do partido no Amazonas.

De acordo com a sigla, a decisão de abrir o processo foi deliberada, de forma unânime, pela executiva estadual e municipal do partido, com base no estatuto do Avante e na legislação eleitoral vigente, que garante a preservação da coerência política e do compromisso com a nossa base eleitoral.

A reunião teve a presença do presidente municipal do Avante, Tadeu de Souza, que é vice-governador do Amazonas. O presidente da Câmara de Manaus, vereador David Reis, e o líder do prefeito, vereador Eduardo Alfaia, também estavam presentes.

Em nota, o deputado Wanderley Monteiro informou que ainda não foi notificado da abertura do processo para se manifestar. O parlamentar também disse que a assinatura de CPI “não configura, sob nenhuma hipótese, ato de infidelidade partidária”.

Na manhã desta terça-feira, em sessão da Assembleia Legislativa do Amazonas, o deputado Péricles afirmou que Wanderley foi “atacado”.

“Ele assinou a CPI dentro de sua convicção de que os recursos do Estado devem ser fiscalizados. E vem o prefeito ameaçar com expulsão e perda de mandato. Primeiro, não cabe expulsão, mas, se o partido assim entender, ele ficará livre para escolher outra sigla, porque perder mandato, não. Temos muita jurisprudência em relação a isso”, disse o deputado.

O gabinete do deputado Wanderley Monteiro informa que, até o momento, não houve qualquer notificação judicial referente ao parlamentar. Dessa forma, não é possível emitir manifestação sobre um processo do qual não se tem ciência formal.

Esclarecemos, igualmente, que a assinatura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) não configura, sob nenhuma hipótese, ato de infidelidade partidária.

Reiteramos nosso compromisso com a transparência e, assim que houver comunicação oficial, faremos os devidos esclarecimentos à sociedade e à imprensa.

Fonte: Amazonas Atual/Foto: Divulgação

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