BAGAGEM/DESPACHO/VIAGENS AÉREAS/MÁRCIO FRANÇA

Publicado em

O ministro de Portos e Aeroportos, Márcio França, afirmou nesta terça-feira, 7, que a ideia do governo é de que o Congresso pudesse manter o veto presidencial sobre o artigo que estabelecia a gratuidade do despacho de bagagem em viagens aéreas. Questionado pela reportagem se o assunto já foi alvo de discussões no governo do Luiz Inácio Lula da Silva (PT), França respondeu que sim. “A ideia da gente é que mantivesse o veto”, afirmou França.

A definição dessa pauta no Congresso é aguardada pelo setor. No ano passado, os parlamentares aprovaram um artigo que proibia as empresas aéreas de cobrar qualquer tipo de taxa por mala com até 23 kg em voos nacionais e com peso não superior a 30 kg em voos internacionais. Esse item, contudo, foi vetado por Jair Bolsonaro (PL) na sanção da lei, decisão que ainda pode ser revertida no Parlamento.

No governo Bolsonaro, vários ministérios, como de Infraestrutura e Economia, se uniram para convencer o então presidente a vetar a regra, já que seu retorno pode ser um impeditivo para a entrada de empresas Low Cost no Brasil – cujo modelo de negócio é praticamente inviabilizado se houver proibição de cobrança pelo despacho. As companhias argumentam que, sem poder cobrar por esse serviço, o custo será embutido na passagem de todos, inclusive de quem não leva bagagem extra.

QAV

Questionado sobre os preços do combustível de aviação, França afirmou que o tema está no radar do Ministério e do presidente Lula. Ele voltou a defender uma alternativa para que a precificação tenha como referência a produção brasileira, e não o produto importado.

“Para que o preço brasileiro seja compatível com o valor mundial Vai ter que mudar devagarzinho a rota, acho que o novo presidente da Petrobras tem essa sensibilidade. Vamos encontrar um jeito de fazer a equação. Para que por exemplo use como referência a produção que é nossa, nós temos produção relevante de combustível. Se usar como referência nosso preço, ao invés do importado, já é suficiente”, disse França, destacando a necessidade de “incentivos” para impulsionar a aviação regional

“O presidente da Petrobras está ciente desse assunto, e certamente vai encontrar um mecanismo. Está todo mundo chegando agora. É uma empresa de capital aberto, tem alguns cuidados que têm que ser tomados”, afirmou França, que diz já ter pedido uma agenda com o presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, para tratar do tema.

*Estadão conteúdo

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Compartilhe

Assine Grátis!

Popular

Relacionandos
Artigos

Entenda as funções de dirigentes da Amazonprev em esquema milionário envolvendo o Banco Master

Os três dirigentes da Amazonprev investigados por suspeitas de...

Festa em boate no Chile tem 3 mortos e um ferido após mais de 70 tiros

Um tiroteio deixou três mortos e um ferido durante...

Mendonça autoriza que visitas da defesa a Vorcaro não sejam gravadas

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça autorizou, nesta...

Cristian Ribera conquista prata histórica para o Brasil nas Paralimpíadas de Inverno

O dia 10 de março de 2026 está gravado...