A triatleta e influenciadora digital brasileira que morreu afogada durante a prova de natação do Ironman no Texas no último sábado (18/4) estava lutando contra uma gripe, mas ignorou os apelos dos amigos para que desistisse da brutal prova de resistência, segundo um deles, citado por reportagem do site de esportes “The Spun”.
“Ela estava doente antes da viagem, não estava bem”, disse Luis Taveira sobre a amiga Mara Flávia Araújo, que tinha 38 anos, morta em Woodlands.
“Minha esposa e eu conversamos com ela e dissemos que ela estava muito fraca para a prova, embora alguns dias atrás, quando falamos com ela, ela tenha insistido que estava bem. Ainda não consigo acreditar no que aconteceu. Ela estava doente por causa da gripe”, acrescentou ele.
Flávia continuou “treinando pesado” mesmo estando “debilitada” pela doença, disse o amigo.
A competição Ironman Texas consiste em três etapas: 3,8 km de natação, 180 km de ciclismo e 42,2 km de corrida. A prova feminina começou logo após as 6h30 da manhã de sábado, e os bombeiros foram acionados cerca de uma hora depois, informando sobre o desaparecimento de uma nadadora. O corpo de Flávia foi encontrado por volta das 9h da manhã, a cerca de 3 metros de profundidade.
Apenas dois dias antes da competição, Flávia compartilhou uma foto sua de maiô e touca rosa, sentada na beira de uma piscina.
“Só mais um dia de trabalho”, escreveu ela.
O perfil da brasileira no Instagram estava repleto de fotos, mostrando-a malhando na academia, na piscina ou correndo ao ar livre.
“Nem toda vitória é fotogênica, nem todo crescimento é bonito de se ver. Às vezes, evoluir é ficar em silêncio, dar um passo para trás, dizer não, chorar em silêncio e voltar no dia seguinte mais consciente”, disse ela em uma postagem motivacional.
Em outras, ela afirmou que a habilidade “só se desenvolve com horas e horas de trabalho” e que o esporte é “a melhor ferramenta para a transformação”.
‘Trauma’ de natação
Em redes sociais, Mara Flávia chegou a relatar que considerava a natação a “modalidade mais difícil” do triatlo. Em postagem no Instagram, a brasileira contou que fez muitas aulas para aprender a nadar e superar o que chamou de “trauma”.
“Eu não sei nadar, meu pai sempre teve medo de deixar eu entrar no mar, isso me levou a um trauma, venho tentando quebrar a cada prova. Perdeu dois amigos surfistas quando era jovem. A natação definitivamente é a modalidade mais difícil para mim”, destacou ela, dois anos atrás.
Fonte: Extra Globo/Foto: Reprodução/Instagram




