‘Briga’ de versões entre empresas e governo deixa alunos sem passe livre

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O Sinetram (Sindicato das Empresas do Transporte de Passageiros do Amazonas) suspendeu o passe livre estudantil para alunos da rede pública estadual do Amazonas. O fornecimento de novos créditos da gratuidade está bloqueado e os estudantes terão que pagar a meia passagem a partir desta terça-feira (3).

O Sinetram afirma que expôs em audiência realizada no dia 26 de outubro no Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região a impossibilidade econômico-financeira de as concessionárias continuarem fornecendo passagens estudantis sem a correspondente contraprestação financeira por parte do Governo do Amazonas.

Conforme os empresários, permanecem pendentes obrigações financeiras do Estado desde 2025, o que inviabiliza a continuidade do fornecimento de novos créditos com recursos próprios das empresas de transporte.

O Governo do Amazonas rebate o Sinetram e afirma que está rigorosamente em dia com os pagamentos do subsídio do Passe Livre Estudantil dos alunos da rede estadual em 2026.

Em vídeo nas redes sociais, o governador Roberto Cidade afirma que o último repasse, referente a outubro, foi realizado no dia 23 do mês passado no valor de R$ 3 milhões. Roberto Cidade afirmou que neste ano o governo pagou R$ 27 milhões do subsídio do governo ao passe livre.

“E agora o Sinetram, mais uma vez, com a irresponsabilidade, querendo trazer o tema que é do ano de 2025, com um débito que está sendo questionado na Justiça, e fazer com que os nossos alunos não possam utilizar o que é de direito”, disse o governador.

“A campanha já acabou, essas pessoas estão utilizando esse mecanismo para causar mais transtorno à nossa população e aos alunos que querem estudar, que estão no seu direito”, acrescentou

Conforme o governador, os valores referentes ao segundo semestre de 2025 são objeto de litígio judicial, em virtude da falta de transparência na tabela praticada pelo Sinetram, que está cobrando valores incompatíveis com o previsto em contrato e se nega a dar a transparência necessária à operação.

“Além dos valores incompatíveis, o Sinetram tem se negado a fornecer um relatório mensal sobre a efetiva utilização das passagens pelos alunos. Como a maior parte dos estudantes reside próximo às escolas, a utilização mensal tem variado entre 4 mil e 24 mil passagens. Apesar disso, o Sinetram cobra do Estado o valor correspondente a 130 mil alunos”, afirma o governo em nota.

Fonte: Amazonas Atual/Foto: Arquivo/Semcom

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