Capitão Hunter: o que se sabe sobre a prisão do influenciador suspeito de pedir e enviar fotos íntimas para criança

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Conhecido por produzir conteúdos para o público infantojuvenil, o influenciador Capitão Hunter, com mais de 1 milhão de seguidores nas redes sociais, foi preso por crimes sexuais contra uma menor de idade. A polícia investiga se o suspeito pode estar envolvido em outros casos semelhantes.

Ele foi preso em São Paulo numa investigação da Polícia Civil do Rio de Janeiro, na quarta-feira (22), e teve diversos equipamentos eletrônicos apreendidos para análise da perícia.

O delegado Cristiano Maia, da DCAV (Delegacia da Criança e Adolescente Vítima), disse à RECORD que o trabalho de apuração começou a partir da denúncia da mãe da menina de 13 anos.

A mulher contou aos investigadores que o influenciador conheceu a filha dela em um evento, no Rio, quando a criança tinha 11 anos. Ele se aproximou com a promessa de alavancar a carreira da menor e manteve contato pelas redes sociais.

A vítima relatou que o homem passou a pedir fotos íntimas e também enviou diversas imagens inapropriadas dele.

“Somente, agora, com a apreensão e a análise técnica de todos os objetos, que a gente vai poder ter a noção: de quantas vezes isso ocorreu, qual o período exato, se há outras vítimas e delinear todo arcabouço criminoso que esse indivíduo pode estar inserido, outros crimes pode ter cometido. Na data de hoje, foram arrecadados três computadores e sete celulares. A gente tem que lembrar que ele é o influenciador que tinha acesso a mais de 1 milhão de pessoas. E mais de 90% dos seguidores eram crianças e adolescente. Então, há uma possibilidade real de que existam outras vítimas — não estou afirmando. Até porque ele tinha acesso presencial, porque participava de eventos como celebridade, como convidado VIP em jogos online”, disse o delegado.

As investigações apontaram que o influenciador abordou da mesma maneira um menino de 11 anos. O caso também está em apuração.

Diante das suspeitas, a Justiça decretou a prisão temporária de Capitão Hunter e autorizou a quebra do sigilo de dados.

Ele responde pelos crimes de estupro virtual de vulnerável e produção de conteúdo pornográfico infantil.

A defesa do influenciador não foi localizada pelo R7. O espaço está aberto para manifestação.

 

 

 

*r7/Foto: Record

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