Caso Anic: polícia faz reprodução simulada da morte de advogada

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A Polícia Civil começou, pouco depois das 9h desta quarta-feira (23), a reprodução simulada dos últimos momentos da advogada Anic Peixoto Herdy. O corpo dela foi achado em setembro em Teresópolis, na casa de Lourival Fadiga, que confessou ter matado a vítima.

Perita da Polícia Civil fez o papel de Anic na reprodução simulada — Foto: Carlos Miranda/g1

Perita da Polícia Civil fez o papel de Anic na reprodução simulada — Foto: Carlos Miranda/g1

 

Lourival chegou pouco antes das 9h para participar da diligência. Ele ficou dentro de um carro semelhante ao que utilizava no dia que a vítima foi vista viva pela última vez, perto de um shopping em Petrópolis. Uma perita da Polícia Civil fez o papel de Anic.

A segunda parte da reprodução acontece em um motel no distrito de Itaipava, em Petrópolis. Segundo Lourival, foi lá que ele teria matado a vítima. Ele chegou ao local por volta de 11h.

A última parte da diligência acontecerá na casa de Lourival, em Teresópolis, onde o corpo de Anic foi encontrado.

Anic Peixoto Herdy foi morta na Região Serrana do RJ  — Foto: Arquivo Pessoal

Anic Peixoto Herdy foi morta na Região Serrana do RJ — Foto: Arquivo Pessoal

A busca por Anic durou quase 7 meses. Inicialmente, acreditava-se que ela tinha sido sequestrada.

Na segunda-feira (21), a polícia fez novas buscas na casa de Lourival, com o objetivo de complementar a perícia realizada no dia 25 de setembro, quando o corpo foi encontrado. Agentes buscam outros elementos que possam comprovar a forma como o crime ocorreu.

A polícia tenta entender a profundidade exata do local onde Anic foi encontrada enterrada e concretada.

Lourival Correa Netto Fadiga — Foto: Reprodução

Lourival Correa Netto Fadiga — Foto: Reprodução

O desaparecimento

 

Anic foi vista pela última vez em 29 de fevereiro, parando o carro em um shopping na Rua Teresa, em Petrópolis, e andando a pé pelo polo comercial. Nenhuma câmera flagrou a advogada sendo rendida, mas o carro de Lourival foi visto na região e no mesmo horário.

Ainda no 29 de fevereiro, à noite, o marido de Anic, Benjamin Cordeiro Herdy, recebeu no celular uma mensagem enviada do número dela comunicando do sequestro. Mas, nessa hora, Anic provavelmente já estava morta.

A pessoa que escrevia a Benjamin exigiu um resgate de R$ 4,6 milhões e mandou que todas as tratativas até a soltura fossem conduzidas por Lourival. O homem era um faz-tudo dos Herdy e virou amante de Anic.

Para os investigadores, o “sequestrador” era Lourival o tempo todo, e no plano ele contou com a ajuda do casal de filhos e da amante, Rebecca.

Entre transferências, compras de bitcoins e saques em dólar, Benjamin pagou R$ 4,6 milhões aos “sequestradores”, na esperança de rever a esposa. A soltura seria no dia 11 de março, mas Anic não apareceria.

O esquema só foi descoberto graças à filha de Anic, Lara, que desconfiou da atitude de Benjamin diante de Lourival, e procurou a polícia em 14 de março.

A defesa de Lourival afirma que Benjamin foi o mandante do crime. Os advogados que representam Benjamin negam as acusações.

*G1/Foto: Carlos Miranda/g1

 

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