Caso Benício: ‘Estávamos muito ansiosos para esse momento’, diz mãe ao relembrar que filho celebraria formatura do ABC

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Os pais de Benício Xavier, de 6 anos, em Manaus, publicaram nas redes sociais que no último sábado (6) o filho estaria participaria da colação de grau e formatura do ABC. Na publicação, a mãe da criança destaca que eles estavam ‘ansiosos’ pela data.

Benício morreu na madrugada do dia 23 de novembroA médica admitiu o erro em um documento enviado à polícia e em mensagens em que pediu ajuda ao médico Enryko Queiroz, mas a defesa dela afirma que a confissão foi feita “no calor do momento”. A técnica de enfermagem Raiza Bentes Paiva, responsável pela aplicação do medicamento, também é investigada. Ambas respondem ao inquérito em liberdade.

““Hoje seria o dia da sua colação e formatura do ABC. Estávamos muito ansiosos para esse momento. Um ano de muito aprendizado na escolinha. Um ano que ficará marcado para sempre em nossas vidas. Ele estaria muito feliz hoje ao lado de seus amigos. Te amamos muito eu e seu pai”, escreveu a mãe em relato emocionado.

 

O evento de formatura, realizado na escola onde Benício estudava, foi marcado por homenagens de colegas, professores e pais das crianças. Durante a cerimônia, também houve pedidos de justiça pela morte do menino.

Defesa alega falha no sistema do hospital e família contesta

A defesa de Juliana Brasil Santos afirmou que a médica reconheceu o erro “no calor do momento” e sustenta que uma falha no sistema automatizado do Hospital Santa Júlia teria alterado a via de administração registrada pela médica.

Os advogados afirmam que a mudança não foi percebida pela médica e insistem que falhas estruturais da unidade contribuíram para o agravamento do quadro do menino.

“Juliana não escreveu a prescrição manualmente. Hoje, as prescrições são feitas por um sistema automatizado. Quando ela escreve a via de administração, o próprio sistema pode entender que está incorreta e alterá-la automaticamente. Isso já foi relatado por outros profissionais. Se fosse uma prescrição escrita, o erro não teria acontecido”, disse o advogado Felipe Braga.

 

O delegado, no entanto, afirma que apenas o resultado de uma perícia técnica realizada no sistema do hospital poderá concluir se houve a falha.

No sábado (6), os pais de Benício publicaram uma carta aberta em que contestam a versão apresentada pela defesa de Juliana Brasil.

“Também está demonstrado que não houve qualquer falha de sistema. O próprio prontuário registra que, horas depois, na UTI, a equipe médica prescreveu corretamente a adrenalina pela via inalatória, evidenciando que o software registra adequadamente as vias de administração e não sofreu instabilidade capaz de alterar prescrições”, diz trecho do documento.

*g1/Am/Foto: Divulgação

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