O julgamento da morte de Henry Borel, de 4 anos, segue nesta terça (26/5) e contará com o depoimento de quatro testemunhas: dois delegados, o médico legista e o perito do caso. Jairo Santos Souza Júnior, o Dr. Jairinho, e Monique Medeiros, mãe da criança, respondem pela morte do menino em março de 2021.
A sessão é retomada nesta terça (26/5) no 2º Tribunal do Júri da Capital, no Centro do Rio, após a juíza Elizabeth Machado Louro interromper o júri dessa segunda (25/5), por volta das 17h.
A magistrada decidiu suspender após a análise de mais de 23 pedidos apresentados pela defesa do ex-vereador Dr. Jairinho, todos negados por Elizabeth.
Para o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) e a condução do juízo, os pedidos foram interpretados como manobras para atrasar o andamento do processo.
A primeira testemunha a ser ouvida é o delegado Edson Henrique Damasceno, titular da 16ª DP (Barra da Tijuca) à época em que Henry foi morto. O policial foi responsável por acompanhar as investigações do caso, além de indiciar e prender Jairinho e Monique.
Além dele, as oitivas seguirão com a delegada Ana Carolina Lemos Medeiros de Caldas, o médico-legista Luiz Airton Saavedra de Paiva e o perito Luiz Carlos Leal Prestes. A expectativa é de que seja um julgamento longo, de cinco a 10 dias.
Jairinho responde por homicídio qualificado, e Monique, por homicídio qualificado e omissão. A sessão é aberta com a presença mínima de 15 jurados para ouvir as testemunhas.
Relembre o caso
Henry Borel morreu na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro, na madrugada de 8 de março de 2021, no apartamento onde vivia com a mãe, Monique Medeiros, e o padrasto, o médico e ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho.
À época do crime, os dois alegaram que a criança teria sido encontrada desacordada no imóvel. Henry foi levado ao hospital com lesões corporais graves, mas os profissionais de saúde constataram a morte por hemorragia interna e laceração hepática.
A partir daí, uma investigação complexa foi iniciada para esclarecer o que teria ocorrido no imóvel. Os réus sustentam a versão de que houve um acidente doméstico.
No entanto, o laudo do Instituto Médico-Legal (IML) invalidou essa versão, após constatar 23 lesões pelo corpo da criança.
Fonte: Metrópoles/Foto: Reprodução/Redes sociais




