China reivindica resposta após EUA derrubar balão.

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Após os Estados Unidos (EUA) abaterem um balão chinês que estava em território aéreo norte-americano, o governo do país asiático reivindicou o direito de “responder mais adiante” à ação. E classificou a derrubada como “reação excessiva”.

A China reafirmou que o balão era um “dirigível civil”, ou seja, não tinha qualquer ligação com equipamento de espionagem. “Nestas circunstâncias, os Estados Unidos insistirem em usar a força armada é claramente uma reação excessiva que viola gravemente a convenção internacional”, apontou o comunicado.

“A China defenderá resolutamente os direitos e interesses legítimos da empresa envolvida e retém o direito de responder posteriormente”, continua o documento.

No sábado (4/2), os Estados Unidos (EUA) derrubaram o balão chinês, que passou os últimos cinco dias sobrevoando o território norte-americano. Mais cedo, o presidente Joe Biden se pronunciou pela primeira vez sobre o dispositivo e afirmou que o governo do país iria “se encarregar” dele.

No sábado (4/2), os Estados Unidos (EUA) derrubaram o balão chinês, que passou os últimos cinco dias sobrevoando o território norte-americano. Mais cedo, o presidente Joe Biden se pronunciou pela primeira vez sobre o dispositivo e afirmou que o governo do país iria “se encarregar” dele.

Tensão entre China e EUA

O balão levou a uma nova escalada de tensões entre EUA e China, culminando no adiamento de uma visita a Pequim do Secretário de Estado estadunidense, Antony Blinken. O encontro estava marcado para este fim de semana.

Em uma disputa de narrativas, o governo de Xi Jinping garantiu que o dispositivo é usado exclusivamente para fins meteorológicos, e que teria saído da rota original. O Pentágono, no entanto, não aceitou a explicação. “O propósito do balão é, claramente, de vigilância”, disse um oficial americano, que não quis se identificar.

O general Pat Ryder, porta-voz da Defesa dos EUA, na ocasião, explicou em comunicado que o balão estava em grande altitude e “não representa um risco militar ou físico” para ninguém em solo nem para a aviação civil. Até sexta-feira (3/2), não havia planos de derrubar o dispositivo, porque ainda era estudado se os destroços poderiam representar ameaça aos cidadãos em solo.

Segundo balão

Depois de a China confirmar, na quinta-feira (2/2), que um balão chinês sobrevoou os Estados Unidos, o Pentágono acusou o gigante asiático de novamente utilizar outro balão para espionagem, neste sábado (4/2), dessa vez, na América Latina.

O secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, iria para a China neste fim de semana, mas a viagem foi cancelada. O anúncio foi feito horas antes de Blinken partir de Washington para Pequim e marca um novo golpe nas já tensas relações entre os Estados Unidos e a China.

Na última semana, um memorando vazado elevou o alerta. No documento, o general Mike Minihan, chefe do Comando de Mobilidade Aérea dos EUA, afirmou que os Estados Unidos e a China travarão uma guerra em 2025. O motivo seria uma tentativa de Pequim de tomar à força Taiwan, uma ilha autogovernada que o governo chinês não considera independente.

A pressão de Pequim sobre o território tem aumentado constantemente nos últimos anos. Sob o governo do presidente Xi Jinping, a China elevou a pressão por meios militares, políticos e econômicos.

Dois caças da Força Aérea dos EUA retiraram o balão da costa da Carolina do Norte no sábado à tarde.

Biden admitiu que o Pentágono sabia sobre o balão desde que ele entrou no espaço aéreo dos EUA, mas decidiu manter seu conhecimento em segredo para preservar o relacionamento sino-americano antes da reunião planejada do secretário de Estado Antony Blinken com o presidente chinês, Xi Jinping, em Pequim.

A China disse publicamente na sexta-feira que o balão era um “dirigível civil usado para fins de pesquisa, principalmente meteorológicos” que “se desviou muito de seu curso planejado”.

A entrada do balão no espaço aéreo americano não foi intencional, afirma o país.

*Metrópoles

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