Clima: chuvas no Norte e Sul antecipam frente fria que chegará domingo

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O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alertas meteorológicos para as regiões Norte e Sul do país, que tem previsão de chuvas intensas e temporais nesta sexta-feira (24/4). Somente no Rio Grande do Sul, os acumulados podem passar de 100 mm em 48 horas.

No Sudeste e no Centro-Oeste, o tempo segue firme, com predomínio de sol e calor, mas a partir de domingo (26/4), uma massa de ar polar, a mais intensa de 2026 até agora, segundo os órgãos do clima, avança pelo Sul e deve derrubar as temperaturas no início da semana.

No Sudeste, um bloqueio atmosférico mantém o tempo estável na maior parte da região. Há apenas previsão de chuva fraca e isolada no litoral do Rio de Janeiro e em pontos de Minas Gerais pela manhã.

No decorrer do dia, o sol aparece com força, as temperaturas sobem e a umidade cai abaixo de 30% em grande parte de São Paulo (SP) e Minas Gerais (MG). São Paulo (SP) pode chegar a 30°C, Rio de Janeiro (RJ) a 32°C e Belo Horizonte (MG) a 27°C.

No Centro-Oeste, o quadro é parecido: tempo seco e quente predomina em Goiás, no Distrito Federal e em Mato Grosso do Sul.

A exceção fica no norte, noroeste e sul de Mato Grosso, onde há pancadas desde a manhã. Campo Grande (MS) tem previsão de tempo firme e calor, com máxima de 32°C. Cuiabá (MT) deve ter sol pela manhã e chance de chuva fraca isolada à tarde, máxima de 33°C. Ventos entre 40 km/h e 50 km/h são previstos em Goiás e no Distrito Federal.

Já no Norte do Brasil, a sexta-feira será de tempo instável. A alta umidade da região favorece pancadas moderadas a fortes desde cedo no Amazonas, no Acre, em Rondônia e no norte do Tocantins.

Ao longo do dia, as chuvas ganham força em toda a região, com o ponto de maior atenção no nordeste do Pará, no litoral e na Ilha do Marajó, onde há previsão de chuva volumosa com risco de situação de perigo.

No Nordeste, a faixa de instabilidade se concentra ao longo do litoral. As chuvas mais intensas atingem o Maranhão, o Piauí, o Ceará, o Rio Grande do Norte, a Paraíba e o norte de Pernambuco.

João Pessoa (PB) e Natal (RN) estão entre as capitais com maior risco de chuva intensa, com acumulados que podem chegar a 70 mm e 60 mm, respectivamente. Salvador (BA) também entra no radar, com precipitação em torno de 50 mm.

A tendência para as próximas duas semanas aponta para volumes ainda mais elevados no Norte, com acumulados que podem chegar a 250 mm ou 300 mm em algumas áreas.

O motivo tem relação com o aquecimento do Atlântico. A porção mais quente do oceano, que em agosto do ano passado ficava mais ao norte, próxima à Venezuela, deslocou-se e hoje está bem perto da costa norte brasileira.

A temperatura média nessa faixa passou de 27°C para 30°C nesse intervalo, o que alimenta a faixa de umidade que atravessa a região e sustenta as chuvas intensas.

Frente fria

A frente fria prevista para chegar ao Brasil no domingo (26/4) deve provocar quedas bruscas de temperatura. Por causa desse sistema, a terça-feira (28/4) deve ser o dia mais frio do ano até agora em várias áreas do Rio Grande do Sul.

Mesmo com sol, o ar gelado vai manter as temperaturas baixas durante a madrugada e nas primeiras horas da manhã. Com isso, as tardes de segunda (27/4) e terça também serão mais frescas, com uma sensação térmica reforçada pelo vento — um contraste forte com o calor e o tempo abafado que marcaram os últimos dias na região.

Segundo a Climatempo, as temperaturas mínimas previstas para o período mais frio indicam valores próximos de 0°C nos Campos de Cima da Serra, no Rio Grande do Sul, e no Planalto Sul Catarinense. Na fronteira com o Uruguai e em áreas de planalto, os termômetros devem marcar entre 3°C e 5°C.

Nas regiões central e dos vales gaúchos, a mínima fica entre 5°C e 7°C, e na Grande Porto Alegre entre 8°C e 10°C. Com o céu mais aberto durante a madrugada e o ar frio, não se descarta também a formação de geada isolada em algumas áreas. Os pontos com maior potencial são a Campanha Gaúcha, o Planalto do Rio Grande do Sul e a Serra Gaúcha e Catarinense.

Ainda tem chuva

Antes do frio, porém, o Rio Grande do Sul enfrenta um dia de chuva nesta sexta. As instabilidades começam ainda pela manhã nas faixas oeste e central, na Campanha Gaúcha, nos Vales, na Serra e no litoral, e se intensificam ao longo do dia, com temporais e trovoadas avançando para a metade norte, especialmente no centro e no oeste do estado.

A combinação de uma área de baixa pressão no litoral com uma frente fria vinda da Argentina é a principal responsável pelo volume expressivo esperado.

Em 48 horas, a projeção é de acumulados entre 50 mm e 100 mm em diversas regiões. Há chance também de volumes ainda maiores em pontos isolados — o que equivale a cerca de dois terços de toda a chuva média do mês de abril em menos de dois dias.

As regiões em maior alerta são a área de São Borja, no Oeste; Santa Maria e o centro do estado; além da Grande Porto Alegre e da Serra Gaúcha.

No centro-sul do Rio Grande do Sul, a chuva perde força de forma gradual no fim do dia. Em Porto Alegre (RS), a sexta-feira ainda deve ter chuva ao longo de boa parte do dia, com máxima em torno de 22°C.

Em Santa Catarina, a chuva chega mais tarde: a previsão é de que as instabilidades avancem para o centro-sul e o interior catarinense entre o fim da tarde e a noite.

No Paraná, o dia é de sol e calor, especialmente no norte do estado, que está sob influência de uma onda de calor. Ventos entre 40 km/h e 50 km/h e umidade abaixo de 30% reforçam a sensação de tempo seco e quente na região. Curitiba (PR) deve ter nevoeiro na madrugada e sol ao longo do dia, com máxima de 27°C.

Fonte: Metrópoles/Foto: Divulgação/Governo de SP

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