O avanço e a consolidação do ciclone extratropical formado na costa do Atlântico Sul marcam o clima no Brasil nesta sexta-feira (21/8). O centro de baixa pressão atua como um potente motor de ventos na faixa litorânea do Sul e impulsiona uma massa de ar frio e seco de origem polar para o interior continental, provocando um declínio térmico e alterando o padrão do tempo em diversas regiões.
O portal Climatempo alerta para rajadas de vento de 70 a 90 km/h no decorrer desta sexta em áreas do sul do estado de São Paulo, do litoral e da Serra do Mar. No centro, sul e leste do estado de São Paulo, onde estão a Grande São Paulo, as regiões dos Vales do Paraíba, de Sorocaba, de Campinas e a Serra da Mantiqueira, as rajadas de vento mais intensas devem ficar entre 50 e 70 km/h.
Rajadas de 70 a 90 km/h também devem ser sentidas em áreas do estado do Rio de Janeiro próximas ao mar.
Na Região Sul, o ciclone começa a se afastar em direção ao oceano, o que diminui o volume das precipitações, mas mantém o alerta para rajadas de vento intensas.
No Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, os ventos constantes associados ao ciclone podem superar os 70 km/h na faixa costeira e nas áreas de serra, acompanhados por um mar agitado e risco de ressaca marítima entre o litoral gaúcho e o catarinense.
A entrada do ar polar continental traz temperaturas extremamente baixas para os três estados sulistas ao longo de todo o dia. As serras gaúcha e catarinense, assim como o sul do Paraná, registram marcas próximas ou abaixo de zero nas primeiras horas da manhã, com condições favoráveis à formação de geada ampla em áreas de baixada.
À tarde, mesmo com a presença do sol entre poucas nuvens, a sensação de frio permanece forte. No Sudeste, o deslocamento da frente fria associada ao ciclone quebra a sequência de dias ensolarados e quentes em São Paulo e no Rio de Janeiro.
A mudança nos ventos favorece o aumento da nebulosidade, a ocorrência de garoa e pancadas isoladas de chuva, além de uma queda expressiva nas temperaturas máximas no leste e sul paulista, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro e no sul de Minas Gerais.
Apesar da passagem do sistema pelo sul do continente, a massa de ar seco ainda resiste na porção central do Sudeste e no interior do Centro-Oeste.
Goiás e Mato Grosso, além do Distrito Federal, voltam a enfrentar uma tarde marcada por sol forte, temperaturas elevadas e índices de umidade relativa do ar em níveis críticos de atenção, frequentemente abaixo dos 20%.
Em Mato Grosso do Sul, no entanto, a influência do ar frio polar e dos ventos do quadrante sul já é sentida no terço meridional do estado. Cidades da divisa com o Paraná e fronteira com o Paraguai registram acentuado declínio térmico e maior variação de nuvens, aliviando o calorão recente que predominava na região.
Seca no Nordeste
No Nordeste, a circulação de umidade vinda do Oceano Atlântico continua a alimentar a estabilidade no interior e a formação de instabilidades na faixa litorânea.
Pancadas de chuva de curta duração e intensidade fraca a moderada ocorrem entre o litoral da Bahia e do Rio Grande do Norte, enquanto o Sertão nordestino permanece sob o domínio do tempo seco, com altas temperaturas e baixos índices de umidade.
Na Região Norte, o padrão térmico e de umidade segue dividindo a área: a combinação de calor e alta umidade provoca pancadas de chuva com trovoadas no Amazonas, em Roraima, no Amapá e no oeste do Pará. Em contrapartida, no Tocantins e no sul paraense, o ar seco mantém o tempo firme, com temperaturas elevadas e alerta contínuo para o risco de incêndios florestais.
Fonte: Metrópoles/Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil



