O Conselho de Segurança da ONU aprovou, nesta segunda-feira, uma proposta de resolução para o conflito entre Israel e Hamas na Faixa de Gaza que menciona explicitamente a exigência de um cessar-fogo imediato na região. A aprovação, possível pela abstenção dos Estados Unidos, ocorre mais de cinco meses após o início do conflito, depois de uma série de tentativas anteriores serem vetadas — a última delas há três dias, quando uma proposta dos americana que mencionava o fim das hostilidades foi derrubada por não usar termos decisivos, segundo outros membros do conselho.
A resolução, adotada com 14 votos a favor e uma abstenção, “exige um cessar-fogo imediato para o mês do Ramadã” — iniciado há 15 dias — que leve a uma trégua duradoura e “exige a libertação imediata e incondicional de todos os reféns”.
Na sexta-feira, uma resolução dos Estados Unidos sobre o assunto foi vetada pela Rússia e China. Os EUA já tinham vetado três propostas anteriores que exigiam o fim dos combates no enclave. Nas ocasiões, o argumento era o de que Israel tinha o direito de se defender após o ataque liderado pelo Hamas em 7 de outubro, e que as medidas poderiam interromper as negociações sobre os reféns.
Após a rejeição do texto dos EUA, fontes diplomáticas disseram que uma resolução alternativa elaborada por vários membros não permanentes do Conselho provavelmente seria submetida à votação. O documento, ao qual a AFP teve acesso, “exige um cessar-fogo humanitário imediato no Ramadã (mês sagrado muçulmano que teve início no último dia 10)” e a libertação imediata de todos os reféns.
Fonte: O Globo/Foto: AFP
