A popularidade nas redes sociais não foi suficiente para garantir uma vaga na Aleam (Assembleia Legislativa do Amazonas) e na Câmara dos Deputados nas Eleições de 2026. Influenciadores com milhares de seguidores não conseguiram converter a fama virtual em votos.
O youtuber Matheus Garcia (MDB) teve a maior votação no estado entre os que concorreram no dia 4 de outubro. Ele recebeu 21.069 votos na disputa por uma vaga na Aleam, mas não conseguiu se eleger. Na sequência apareceu a ex-BBB Vivian Amorim (União Brasil), com 10.807 votos.
Matheus Garcia construiu notoriedade no Instagram, TikTok e YouTube com conteúdos sore meio ambiente e sustentabilidade. Empresário e ativista ambiental, coordenou o projeto Galho Forte criado em parceria com o deputado federal Amom Mandel (Republicanos).
Ele participa de ações de educação ambiental, reciclagem e mobilização social em municípios do Amazonas. Ele é conhecido no grupo político de Amom Mandel.
Vivian Amorim (União Brasil), que ganhou projeção ao participar do Big Brother Brasil 2017, quando foi vice-campeã, atuou como apresentadora de televisão e se dedica a divulgar a cultura regional, música e causas sociais. Os votos na urna não foram suficientes para assegurar uma vaga na Aleam. Vivian Amorim teve a maior votação entre as influenciadoras do Amazonas.
Caila Carim, apesar de não ter conseguido uma vaga na Câmara dos Deputados, mas é suplente do vereador Kennedy Marques (MDB) na Câmara Municipal de Manaus. Na disputa por uma das oito vagas do Amazonas na Câmara dos Deputados, Caila Carim (MDB) recebeu só 1.726 votos.
Também disputaram vaga na Aleam Isabelly Aurora (Avante), que recebeu 3.758 votos, e Magrinha Elen (Agir), com 1.687. Nenhuma delas foi eleita.
Isabelly Aurora ficou conhecida nas redes sociais por vídeos sobre humor e o cotidiano familiar. Ela é popular no Instagram e TikTok.
Magrinha Elen era conhecida nas redes sociais antes da eleição pelos vídeos de humor e conteúdos sobre situações do cotidiano, compartilhados de forma descontraída. Caila Carim produz vídeos sobre o dia a dia, maternidade, comportamento e lifestyle.
No caso da eleição proporcional, o número de votos recebidos individualmente não determina quem será eleito. Para deputado estadual e deputado federal, as vagas são distribuídas pelo sistema proporcional, que considera também o desempenho eleitoral dos partidos e federações.
Na prática, um candidato pode receber uma votação maior do que outro e ainda assim não conquistar uma cadeira, dependendo do desempenho da legenda e da distribuição das vagas. É diferente das eleições majoritárias para governador e senador, nas quais vence o candidato que obtém a maior votação.
Fonte: Amazonas Atual/Foto: Internet/reprodução



