Após confirmar o fechamento de lojas, o grupo Casas Bahia protocolou pedido de recuperação judicial na Justiça de São Paulo. Conforme solicitação feita na noite do último domingo (16/8), foi registrado o prejuízo de R$ 10 bilhões no 2º trimestre, 18 vezes maior ante mesmo período do ano passado.
No total, a empresa tenta renegociar cerca de R$ 17,3 bilhões em dívidas e garantir a continuidade das operações.
Segundo o grupo, a decisão foi aprovada pelo Conselho de Administração e pelo acionista controlador. O pedido foi protocolado no Foro Central Cível de São Paulo, especializado em falências e recuperações judiciais.
“Nesse cenário de liquidez restrita, o ajuizamento do pedido de recuperação judicial mostra-se necessário e configura mais um passo na direção da reestruturação financeira da companhia, buscando preservar a continuidade das atividades empresariais, proteger a geração de valor futuro e viabilizar uma solução ordenada para o equacionamento de suas obrigações”, informou a empresa.
O grupo também cita, entre os fatores que agravaram a situação, as taxas de juros elevadas, a restrição de crédito, o aumento dos custos financeiros e a pressão sobre o consumo e o capital de giro.
O documento também inclui o pedido de recuperação judicial das outras empresas do grupo:
- ASAP Log – Logística e Soluções Ltda.
- ASAP Log Ltda.
- CNT Soluções em Negócios Digitais e Logística Ltda.
- Cntlog Express Logística e Transporte Ltda.
- Globex Administração e Serviços Ltda.
- Cnova Comércio Eletrônico S.A.
- Integra Soluções para Varejo Digital Ltda.
- Casas Bahia Tecnologia Ltda.
- Indústria de Móveis Bartira Ltda.
Esta não é a primeira vez que a Casas Bahia recorre à recuperação judicial. Em 2024, a companhia realizou recuperação extrajudicial, quando renegociou cerca de R$ 4,1 bilhões em dívidas com instituições financeiras.
Fonte: Metrópoles/Foto: Divulgação/Casas Bahia



