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Como o maior avistamento coletivo de OVNIs do Brasil assustou 23 mil pessoas e virou lenda no futebol

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O mistério do aparecimento de luzes no céu de Campo Grande durante uma partida entre Operário-MS e Vasco, pelo Campeonato Brasileiro, completou 44 anos em março deste ano. O episódio, que aconteceu na noite de 6 de março de 1982, é considerado o maior avistamento coletivo de Objetos Voadores Não Identificados (OVNIs) do Brasil, segundo ufólogos ouvidos pelo g1Veja o vídeo acima.

O mistério, que envolveu cerca de 23 mil pessoas no estádio Morenão, voltou a ganhar repercussão após um influencer paranaense filmar luzes estranhas da varanda de casa e levantar a suspeita de OVNIs no Paraná.

Naquela noite de 1982, enquanto o time sul-mato-grossense vencia o Vasco por 2 a 0, luzes multicoloridas surgiram no céu e pairaram sobre o gramado por cerca de cinco segundos antes de desaparecerem.

Mesmo sem registros, a história da capital de Mato Grosso do Sul virou manchete na imprensa da época.

Lembrando que um OVNI não significa necessariamente a presença de vida extraterrestre. A nomenclatura significa que não foi possível identificar a origem, e que não é possível determinar uma explicação plausível para o fenômeno.

‘O que era aquilo?’

Conhecido por ser um dos maiores avistamentos coletivos, os torcedores assistiam à disputa quando o objeto não identificado surgiu no céu. As testemunhas relatam que ele pairou sobre o campo cerca de cinco segundos e logo desapareceu. O ex-jogador do Operário, Cocada, que fez parte de um dos lances para o gol, confirmou: “Era algo fora do comum, mas não fazia nenhum barulho.”

Apesar da multidão presente, não existe nenhuma foto ou registro oficial do fenômeno, mesmo assim o caso virou capa dos jornais da época, manchete na TV e muitas teorias e debates. Quem estava fora do estádio, relatou que viu apenas um clarão e um zumbido.

Em entrevista à TV Morena sobre o assunto, em 2008, o ufólogo Ademar Gevard relembrou o fenômeno. “Foi algo surreal. O que temos bem claro é que não estamos a sós no universo. E muito menos no nosso próprio planeta”. Gevard é um dos especialistas que investigou o caso e morreu em 2022.

Sem provas concretas, o objeto não identificado do Morenão permanece como uma lenda urbana, parte do folclore do futebol e da cultura de Mato Grosso do Sul. Para os torcedores que estavam lá, porém, a certeza é uma só: naquela noite, algo inexplicável dividiu a atenção com o jogo – e o Operário não foi o único a brilhar no gramado.

Fonte: G1/Foto: Arquivo TV Morena

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