Conab estima que Amazonas terá a maior produção de café conilon

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O Amazonas deve registrar o maior crescimento percentual na produção de café conilon entre os estados na safra 2026, segundo a estimativa da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) de setembro. A produção estadual é estimada em 46,9 mil sacas beneficiadas, contra 35,2 mil na safra 2025, alta de 33,2%. Os números de 2026 são projeções e podem mudar até o fim da colheita.

A Conab estima que o Brasil produza 19,4 milhões de sacas de conilon na safra 2026, queda de 6,6% em relação às 20,8 milhões da safra anterior. A área em produção deve crescer 4%, chegando a 386,6 mil hectares, mas a produtividade média deve cair 10,2%, de 55,9 para 50,2 sacas por hectare.

O Espírito Santo, maior produtor nacional, tem queda estimada de 14,3%, de 14,2 milhões para 12,1 milhões de sacas. Com isso, a Região Sudeste deve recuar 13,4%, para 12,8 milhões de sacas. Em Minas Gerais, a produção deve subir 8,2%, para 631,9 mil sacas. Na Bahia, principal produtora do Nordeste, a produção deve ficar praticamente estável, com alta de 0,3%, em 3,3 milhões de sacas. Em Mato Grosso, a estimativa é de queda de 3,5%, para 268,9 mil sacas.

Na Região Norte, a produção deve crescer 24,1%, para 2,9 milhões de sacas. Rondônia, maior produtor da região, tem alta estimada de 24%, de 2,3 milhões para 2,9 milhões de sacas. O grupo formado por Acre, Pará e Ceará, que a Conab reúne na categoria “outros”, deve crescer 31,6%, mas os dados são somados e não aparecem por estado. Entre os estados listados individualmente, o Amazonas tem o maior avanço.

No Amazonas, o crescimento vem da ampliação das lavouras. A área em produção deve passar de 985,5 hectares para 1.692,5 hectares, alta de 71,7%. A produtividade, porém, deve cair 22,4%, de 35,7 para 27,7 sacas por hectare.

Segundo a Conab, o estado tem ampliado cada vez mais seu espaço na cafeicultura, e a marca “Café Amazônico” vem se consolidando e agregando valor ao produto. A atividade é desenvolvida em pequenas áreas, com mão de obra principalmente familiar e pouco uso de insumos sintéticos.

Neste ciclo, os preços pagos pelo café subiram, o que estimula o produtor local. A expectativa é de aumento de área em relação a 2025, principalmente nas bacias do Alto Solimões, Jutaí/Solimões/Juruá, Purus e Madeira. O cultivo se concentra em Apuí, município com a maior área plantada do estado.

Café conilon

O café conilon, também chamado de robusta, é uma das duas espécies de café mais cultivadas no mundo, ao lado do arábica. O nome “conilon” é como o robusta é conhecido no Brasil, e o nome científico da espécie é Coffea canephora.

Ele é cultivado em clima quente e úmido e em áreas de baixa altitude, por isso combina com a região amazônica, enquanto o arábica prefere clima mais ameno e regiões mais altas. Também é mais resistente a pragas e doenças.

Na xícara, o conilon costuma ter sabor mais forte e encorpado, com amargor mais marcante e cerca do dobro de cafeína do arábica. É muito usado em café solúvel, em blends e em cafés tipo espresso.

Fonte: Amazonas Atual/Foto: Divulgação

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