Confusão por túnel secreto de sinagoga em NY acaba com 9 presos. 

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Brooklyn, em Nova York, Estados Unidos (EUA), desencadeou uma briga entre a polícia e aqueles que tentaram defender a passagem improvisada na lateral do edifício na tarde de segunda-feira (8/1). Segundo a polícia local, nove pessoas foram presas.

O túnel secreto e ilegal foi construído na lateral da sinagoga e estava conectado a pelo menos uma propriedade privada adjacente.

A confusão ocorreu na sede mundial da Chabad-Lubavitch, uma das maiores organizações judaicas do mundo, localizada no endereço 770 Eastern Parkway , também conhecido como “770”, centro do movimento — um dos locais religiosos mais importantes para o judaísmo.

Conforme o jornal norte-americano The New York Times, o túnel foi descoberto no final do ano passado. Mas foi na tarde de segunda que as coisas começaram a esquentar. Isso porque alguns fiéis ficaram insatisfeitos com a chegada de um caminhão de cimento, que estava no local para fechar a passagem.

Imagens do “quebra-quebra” na sinagoga circulam nas redes sociais. Nelas, uma série de homens usam cadeiras como barricadas e alguns deles tentam avançar até o túnel, mas a polícia dispersa o grupo com spray de pimenta. O vídeo também mostra um homem saindo da parede coberto de poeira, sob aplausos.

Ainda segundo o The New York Times, a polícia foi chamada e os policiais disseram ter encontrado um grupo de homens rompendo uma parede que levava ao túnel. Até o momento, a motivação e os responsáveis pela passagem não foram identificados.

O porta-voz do movimento Chabad-Lubavitch Hasidic, Motti Seligson, descreveu os envolvidos na criação do túnel como um grupo de “estudantes

“Isto é, obviamente, profundamente angustiante para o movimento Lubavitch e para a comunidade judaica em todo o mundo”, disse Seligson em uma declaração por escrito.

Construção do túnel pretendia expandir a “770”

Dois homens revelaram ao NYT que teriam conversado com alguns dos responsáveis pela construção improvisada. Segundo esses relatos, o objetivo era acelerar uma expansão da 770. Tal medida, que conforme os infratores, foi pedida há mais de 30 anos pelo líder do movimento, o rabino Menachem Mendel Schneerson (1902-1994).

No entanto, desde a morte do rabino, nenhum sucessor foi nomeado. Faz três décadas que o grupo enfrenta uma evidente disputa interna entre o grupo que se diz comprometido em perpetuar os ensinamentos de Schneerson e outro lado mais radical, que acredita que o rabino não morreu e é de fato o “Messias”.

“Eles fizeram isso para expandir o 770 e torná-lo maior”, disse um homem que se identificou como Zalmy Grossman e disse conhecer alguns dos presos. “Eles vieram para cumprir os desejos do Rebe.”

Foto:Reprodução

*Metrópoles

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