CPI do Crime Organizado ouve fundador da Reag; Campos Neto é dúvida

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A CPI do Crime Organizado prevê a oitiva, nesta terça-feira (3/3), às 9h, do ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto (foto em destaque) e do fundador da Reag Investimentos, fundo investigado nas fraudes do banco Master, João Carlos Falbo Mansur.

Como mostrou o Metrópoles, na coluna de Manoela Alcântara, o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), acolheu parcialmente o pedido de Campos Neto e transformou em convite a convocação aprovada pela CPI do Crime Organizado.

Mendonça determinou que o ex-presidente do BC pode decidir se comparece ou não à sessão e, caso opte por ir, poderá exercer o direito de ficar em silêncio.

A CPI do Crime Organizado apura eventuais falhas na fiscalização bancária que possam ter facilitado a expansão de organizações criminosas.

Segundo informações da Agência Senado, o senador Jaques Wagner (PT-BA) apontou, no requerimento de convocação de Campos Neto, que o colapso do Master é o principal motivo para o depoimento.

A oitiva servirá para “coletar informações técnicas e estratégicas” para esclarecer os fatos e aprimorar a legislação. Campos Neto chefiou o Banco Central entre 2019 e 2024.

No caso de Mansur, o presidente da CPI do Crime Organizado, senador Fabiano Contarato (PT-ES), explicou que a convocação dele deverá esclarecer a liquidação do fundo pelo Banco Central.

A Polícia Federal (PF) e a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) apuram um esquema de manipulação do mercado financeiro com suposta participação de gestores do Master e da Reag Investimentos.

Mais depoimentos

Na quarta-feira, a CPI do Crime Organizado prevê os depoimentos de Daniel Vorcaro, dono do Master, e Fabiano Campos Zettel, empresário e cunhado de Vorcaro.

Quanto a Zettel, o ministro André Mendonça decidiu, na sexta-feira (27/2), que ele não é obrigado a comparecer à CPI do Crime Organizado no Senado.

Apesar de Zettel ter sido convocado para depor na CPI do Senado como testemunha, condição que tornava o comparecimento obrigatório, o magistrado entendeu que ele foi chamado à comissão como investigado; por isso, teria direito ao salvo-conduto.

Fonte: Metrópoles/Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados

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