Cratera cresce após forte chuva em Manaus e causa risco de desabamento na Zona Norte

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A forte chuva que atingiu Manaus nesta quinta-feira (13) fez com que uma cratera cedesse e aumentasse de tamanho na rua Ládario, conjunto Canaranas, Zona Norte da capital, causando risco de desabamento no local. Não há registro de feridos.

Devido ao risco, moradores tiveram que quebrar o muro de trás de uma residência para conseguirem sair. Comunitários estão mobilizados para ajudar as pessoas que vivem na área de risco a deixar o local.

“A gente está tirando as coisas no corre-corre porque a casa pode desabar, está na ‘beirada’ já”, disse o morador Edson Galvão ao g1.

A força da água abriu ainda mais o buraco, que avança sobre as residências e ameaça novas construções também na parte debaixo do barranco.

A Defesa Civil informou que já enviou equipes para ajudar as famílias em risco. Os danos e possíveis interdições serão avaliados após a operação de resgate.

Em nota, a Prefeitura de Manaus, por meio da Secretaria Municipal de Segurança Pública e Defesa Social (Semseg), informa que a Defesa Civil Municipal atua no local em atendimento às famílias afetadas por um deslizamento de terra.

Destaca ainda que as equipes realizaram o isolamento da área, orientaram os moradores sobre as medidas de segurança e efetuaram a retirada preventiva das famílias em situação de risco. Como parte da assistência emergencial, o auxílio-aluguel já foi disponibilizado para garantir moradia temporária às famílias atingidas.

Risco frequente

 

A erosão do barranco na localidade é um problema denunciado por moradores desde dezembro de 2023 e já causou tragédias. Em março deste ano, a líder comunitária Sammya Costa Maciel, de 45 anos, morreu e outras cinco pessoas ficaram feridas após um deslizamento de terra no mesmo local.

A vítima morava na comunidade Fazendinha 2, localizada na parte de baixo do barranco. Na ocasião, ela morreu soterrada enquanto tentava ajudar os vizinhos que tiveram as casas destruídas. Outras cinco pessoas ficaram feridas e dez famílias ficaram desabrigadas na tragédia.

Entre setembro e outubro deste ano, a Rede Amazônica esteve no local duas vezes em duas semanas para mostrar os riscos e os apelos de quem convive com o medo de perder tudo.

Equipes da prefeitura estavam na região realizando trabalhos topográficos com o objetivo de conter o avanço da erosão. Ao menos três imóveis foram considerados vulneráveis.

*g1/AM/Foto: William Duarte/Rede Amazônica

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