Delegada mulher de empresário que matou gari em BH sabia que ele usava a arma dela, diz Polícia

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A Polícia Civil de Minas também indiciou a delegada Ana Paula Balbino por emprestar a arma usada pelo marido dela, o empresário Renê Júnior, para matar o gari Laudemir Fernandes, em Belo Horizonte. Ela vai responder por porte ilegal de arma de fogo de uso permitido por ceder ou emprestar o dispositivo ao marido. O indiciamento aponta ainda o aumento de pena de dois a quatro anos por ser servidora pública.

Os detalhes da investigação estão sendo divulgados nesta sexta-feira (29), no Departamento Estadual de Homicídios, na capital mineira.

Conforme os delegados responsáveis pelo caso, mensagens trocadas entre a delegada e o empresário indicam que a mulher tinha ciência do uso da arma pelo marido. O inquérito demonstrou que o homem tinha fascínio pelo poder das armas e fazia uso com frequência.

Apesar disso, os investigadores não conseguiram recuperar áudios e ligações telefônicas trocadas entre os dois, que poderiam confirmar se a delegada Ana Paula sabia que o marido tinha cometido o assassinato do gari.

Além do inquérito criminal, a delegada Ana Paula ainda é investigada pela Corregedoria da Polícia Civil, dentro de um processo disciplinar por prevaricação. Segundo o porta-voz da Polícia Civil, delegado Saulo Castro, estão em andamento as perícias nos celulares dela, para avaliar o grau da infração, que pode resultar em advertência, afastamento ou até demissão.

O delegado disse, ainda, que no dia do crime, Ana Paula foi conduzida para prestar esclarecimentos, mas não foi presa e nem autuada.

A CBN tenta contato com a defesa dela para um posicionamento.

Fonte: CBN/Foto: Reprodução/ TJMG

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