Dino admite que haverá senadores que dirão não à indicação dele ao STF, mas se diz ‘seguro e tranquilo’

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Indicado para assumir a vaga deixada pela ministra aposentada Rosa Weber no Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro da Justiça, Flávio Dino, admitiu nesta terça-feira (12) que “haverá nãos” durante a votação no Senado que decidirá pela condução ou não dele ao cargo. No entanto, o ministro disse estar “seguro e tranquilo” com o processo.

Dino visitou gabinetes e lideranças às vésperas da sabatina, marcada para esta quarta-feira (13). O ministro disse que deve visitar gabinetes até as 19h.

“Estou bem seguro, tranquilo. Tenho apoio de muitos senadores e senadoras que estão me acompanhando nessa peregrinação. Vai ocorrer tudo bem”, afirmou Dino logo após se reunir com senadores na liderança do PSD. Ele também marcou encontros com o senador Styvenson Valentim (Podemos-RN), além de senadores do MDB. O ministro esteve também no gabinete do senador Plínio Valério (PSDB-AM) e no de Oriovisto Guimarães (Podemos-PR). 

Dino afirmou que tem conversado com todos os que “manifestam abertura para o diálogo” e disse não ter “nenhuma visão preconceituosa em relação a partidos”. Questionado sobre um possível confronto durante a sabatina com parlamentares da oposição, o ministro garantiu que não haverá “clima de guerra”. “Tem pouquíssimos que ficam especulando clima de confrontação, de guerra. Garanto que não. O que há é um clima bem tranquilo. As pessoas têm posições diferentes. A sabatina é um rito constitucional necessário”, completou. 

A expectativa é que Dino enfrente questionamentos represados pela oposição. Senadores prometem perguntas que vão desde a atuação à frente do Ministério da Justiça nos atos extremistas do 8 de Janeiro até a presença dele no Complexo da Maré, além das reuniões de Luciane Barbosa Farias, esposa de um líder de facção criminosa, que esteve em dois ministérios. 

O senador Weverton Rocha (PDT-MA), relator da indicação de Dino, calcula que ao menos 50 senadores devem votar a favor do nome indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O mínimo necessário é de 41 votos, dos 81 senadores em exercício.

*R7/Foto: JONAS CARVALHO / ASSESSORIA MDB

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