O dólar opera em leve queda de 0,11%, a R$ 5,07, nesta sexta-feira (24/7). Por ser pequena, a variação indica estabilidade da moeda americana em relação ao real. Na véspera, ela registrou avanço de 0,65%.
Já o Ibovespa, o principal índice da Bolsa brasileira (B3), registra queda acentuada de 1,00%, aos 174,9 mil pontos. Na quinta-feira (23/7), o indicador recuou 0,46%, aos 176,7 mil pontos.
No Brasil, o movimento do câmbio acompanha a cotação do mercado internacional. O índice DXY, que mede a força do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes (como o euro, o iene e a libra esterlina), registra estabilidade, com pequena elevação de 0,05%, aos 101,5 pontos.
Uma das principais fontes de pressão sobre os mercados de câmbio e de ações é o novo pacote de tarifas dos Estados Unidos, que inclui sobretaxa de até 12,5% sobre produtos brasileiros. O valor soma-se ao tarifaço de 25%, imposto em 22 de julho, como resultado da investigação da seção 301 do Escritório do Representante do Comércio dos EUA (USTR, na sigla em inglês).
Petróleo
Os analistas também acompanham de perto o preço dos contratos futuros de petróleo, que, na véspera, voltaram a fechar acima de US$ 100 por barril pela primeira vez em dois meses.
A alta foi resultado do aumento da tensão entre os Estados Unidos e o Irã, no Oriente Médio. Além disso, ela foi agravada por ataques dos militantes houthis do Iêmen contra dois petroleiros sauditas no Mar Vermelho.
Nesta sexta-feira, contudo, o preço da commodity recuou depois de cinco altas seguidas. O barril do tipo Brent, a referência internacional, recua 3,10%, a US$ 97,56. O West Texas Intermediate (WTI), que baliza o comércio nos Estados Unidos, cai 2,57%, a US$ 89,82 por barril.
A queda da cotação da commodity é resultado de uma nova proposta de cessar-fogo apresentada pelos Estados Unidos. Detalhes sobre o eventual acordo, contudo, ainda não foram divulgados pelas autoridades americanas.
Fonte: Metrópoles/Foto: Jackal Pan/Getty Images


