Dólar sobe com varejo no Brasil, prejuízo da Vale e inflação nos EUA

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O dólar operava em alta, nesta sexta-feira (13/2), na última sessão do mercado antes do feriado de Carnaval – que terá volume de negócios reduzido e Bolsa fechada no início da semana.

Os principais destaques do dia são os resultados do comércio varejista em dezembro do ano passado, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e a repercussão do balanço financeiro da Vale, uma das empresas com maior peso sobre o mercado de ações.

No front externo, os investidores acompanham com atenção o dado oficial da inflação ao consumidor nos Estados Unidos, em janeiro deste ano.

Dólar

  • Às 9h04, a moeda norte-americana avançava 0,46% e era negociada a R$ 5,224.
  • Na cotação máxima do dia até aqui, o dólar bateu R$ 5,23. A mínima é de R$ 5,213.
  • Na véspera, o dólar terminou a sessão em alta de 0,25%, cotado a R$ 5,20.
  • Com o resultado, a moeda dos EUA acumula perdas de 0,91% em fevereiro e de 5,26% frente ao real em 2025.

Ibovespa

  • As negociações do Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores do Brasil (B3), começam às 10 horas.
  • No dia anterior, o indicador fechou o pregão em queda de 1,02%, aos 187,7 mil pontos.
  • Com o resultado, a Bolsa brasileira acumula ganhos de 3,53% no mês e de 16,53% no ano.

Vendas do varejo no Brasil

O mercado repercute, nesta sexta-feira, os dados sobre as vendas do comércio varejista em dezembro do ano passado.

O varejo registrou recuo de 0,4% no último mês do ano – ante alta de 1% de novembro.

Em 2025, como um todo, houve crescimento de 1,6%, ante 1,5% do levantamento anterior.

Os resultados vieram ligeiramente abaixo das estimativas do mercado, que apontavam alta de 2,5% (anual) e queda de 0,2% (mensal).

Iniciada em janeiro de 1995, a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) produz indicadores sobre o comportamento conjuntural do comércio varejista no país.

Para fazer o cálculo, o IBGE monitora a receita bruta de revenda nas empresas formais, com 20 ou mais trabalhadores, cuja atividade principal é o comércio varejista.

A PMC traz indicadores de faturamento real e nominal, pessoal ocupado e salários e outras remunerações.

Vale tem prejuízo bilionário

Na sequência da temporada de balanços corporativos, os investidores repercutem os resultados do quarto trimestre de 2025 apresentados pela Vale.

A mineradora registrou prejuízo líquido de US$ 3,8 bilhões no período entre outubro e dezembro do ano passado – ante lucro líquido de US$ 2,685 bilhões do terceiro trimestre de 2025.

No quarto trimestre de 2024, a empresa havia registrado prejuízo de US$ 694 milhões. Ou seja, o resultado negativo da Vale aumentou quase cinco vezes (quase 454%) em um ano.

O desempenho da Vale no último trimestre do ano passado veio bem abaixo da média das estimativas dos analistas do mercado, que era a de lucro de US$ 2,457 bilhões. No acumulado de 2025, o lucro da companhia foi de US$ 13,8 bilhões.

Ainda segundo o balanço divulgado pela Vale, o Ebtida (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ficou em US$ 4,5 bilhões. A receita líquida da mineradora, por sua vez, somou US$ 11 bilhões, o que correspondeu a crescimento anual de 9% e de 6% em relação ao trimestre anterior.

A dívida líquida expandida da Vale foi de US$ 15,5 bilhões no quarto trimestre, o que significou redução de 5% na comparação com o mesmo período de 2024.

Inflação nos EUA

O grande destaque do dia para o mercado, no entanto, vem de fora do país. Os investidores monitoram o dado oficial de inflação dos EUA referente a janeiro deste ano.

A expectativa dos analistas é que o Índice de Preços ao Consumidor (CPI, na sigla em inglês), que mede a inflação no país, fique em 2,5% em janeiro, na base anual, ante 2,7% do último levantamento.

Na comparação mensal, segundo as projeções, o índice deve ficar em 0,3%, estável em relação ao resultado anterior (0,3%).

A meta de inflação nos EUA é de 2% ao ano. Embora não esteja nesse patamar, o índice vem se mantendo próximo de 3% desde julho de 2024.

O dado de inflação é considerado um dos mais importantes para a definição da taxa básica de juros pelo Federal Reserve (Fed, o Banco Central norte-americano). O resultado da inflação ao consumidor nos EUA ganhou ainda mais importância após a divulgação do relatório de emprego de janeiro (o “payroll”), que mostrou um mercado de trabalho bem mais forte do que o esperado no país.

Na última reunião do Fed, no fim de janeiro, os juros foram mantidos no patamar entre 3,5% e 3,75% ao ano, acompanhando as projeções da maioria dos analistas do mercado. A manutenção da taxa de juros interrompeu sequência de três cortes consecutivos de 0,25 ponto percentual pelo BC dos EUA.

O próximo encontro da autoridade monetária para definir a taxa de juros está marcado para os dias 17 e 18 de março.

A taxa básica de juros é o principal instrumento dos bancos centrais para controlar a inflação. Quando a autoridade monetária mantém os juros elevados, o objetivo é conter a demanda aquecida, o que se reflete nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Assim, taxas mais altas também podem conter a atividade econômica.

Fonte: Metrópoles/Foto: Olena Malik/Getty Images

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