Dólar sobe e Bolsa cai com incertezas provocadas por tarifas de Trump

Publicado em

O dólar à vista começou a operar, nesta segunda-feira (23/2), em leve alta frente ao real. Às 10h19, subia 0,07%, cotado a R$ 5,18. Pouco antes disso, porém, ele avançava 0,24%, cotado a R$ 5,18. Ou seja, na prática, a moeda americana oscila, mas perto de uma estabilidade. Na sexta-feira, ela havia fechado em queda de 0,98%, a R$ 5,17, o menor valor desde o fim de maio de 2024.

Já o Ibovespa, o principal índice da Bolsa brasileira (B3), também às 10h23, caía 0,60%, aos 189.310,83 pontos. Na sexta-feira, no entanto, o indicador disparou, batendo novo recorde histórico, ao subir 1,06% e atingir 190.534,42 pontos.

Neste início de semana, os mercados vivem o impacto, cercado de incertezas, do novo regime de tarifas dos Estados Unidos, anunciado pelo presidente americano, Donald Trump, na tarde de sábado (21/2). Na ocasião, o republicano fixou sobretaxas globais de 15%.

Uma análise feita pela Global Trade Alert, uma organização independente de monitoramento do comércio, revelou, contudo, que o Brasil será um dos maiores beneficiados com o novo modelo. O país terá uma redução de 13,6 pontos percentuais das taxas tarifárias médias.

A China aparece em segundo lugar entre os países que mais se beneficiarão com a nova medida, com queda de 7,1 pontos percentuais. Em contrapartida, Reino Unido, União Europeia e Japão encontram-se entre as nações mais prejudicadas pela nova tarifa global.

Boletim Focus

Nesta segunda-feira, o Boletim Focus, a pesquisa semanal realizada pelo Banco Central (BC) junto a economistas do mercado, mostrou queda da estimativa de inflação para 2026 pela sétima edição seguida do levantamento. Desta vez, os técnicos estimam que a variação do IPCA será de 3,91% neste ano, ante uma indicação de 3,95% feita na semana passada.

A perspectiva de queda da inflação favorece a tendência de início de queda da taxa básica de juros, a Selic, na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), do BC, entre os dias 17 e 18 de março. Atualmente, a Selic está fixada em 15% ao ano.

Em relação à semana passada, os especialistas ouvidos na pesquisa do Focus também preveem queda do câmbio em 2026 (de R$ 5,50 para R$ 5,45), o que favorece o recuo da inflação. Eles apostam ainda numa redução da Selic, que terminaria o ano em 12,13%, ante previsão de 12,25 do último levantamento.

Fonte: Metrópoles/Foto: Witthaya Prasongsin/Getty Images

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Compartilhe

Assine Grátis!

Popular

Relacionandos
Artigos

Parlamento do Irã diz que acordo com EUA ainda está distante

O presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, afirmou...

PF diz que Careca do INSS corrompeu policiais para forjar furto de carro de luxo

A Polícia Federal (PF) relatou indícios de que o lobista Antonio...

Motorista morre após perder controle do carro e bater em poste em Manaus

Um homem de 40 anos morreu na madrugada deste...

Infraestrutura no Brasil, como a BR-319, ‘atola’ na política e na demagogia

Obras como o reasfaltamento de trecho da BR-319 não...