Em reunião da ONU, Brasil pede ‘negociação diplomática’ para fim da guerra entre Rússia e Ucrânia

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O Brasil defendeu a posição de que uma “negociação diplomática” é a via capaz de acabar com a guerra na Ucrânia, motivada pela invasão russa, em fevereiro de 2022. A declaração foi dada nesta segunda-feira (9), durante a reunião do Conselho de Segurança das Nações Unidas, convocada por oito nações, sobre o conflito no país europeu.

A reunião de emergência foi convocada a pedido da Albânia, do Equador, dos Estados Unidos, da França, do Japão, de Malta, do Reino Unido e da Suíça, para discutir os ataques na região de Kharkiv, que vitimaram pelo menos 52 pessoas na semana passada.

De acordo com o Ministério das Relações Exteriores, “ao manifestar solidariedade às famílias das vítimas, o Brasil reiterou o apelo a todas as partes para que respeitem o direito humanitário internacional e os princípios fundamentais de distinção entre combatentes e civis”, além de reafirmar “seu respeito à soberania e à integridade territorial de todos os Estados e seu compromisso com a resolução pacífica de disputas”.

Desaparecidos, mortos e feridos

Mais de 26 mil ucranianos, incluindo quase 15 mil militares, estão desaparecidos desde o início do conflito, anunciou o governo de Kiev. O número também inclui 11 mil civis, segundo informou o vice-ministro do Interior, Leonid Timchenko.

Recentemente, o jornal The New York Times informou que 70 mil ucranianos morreram e que entre 100 mil e 200 mil ficaram feridos desde o início da invasão, com base em informações de fontes do governo americano, que pediram anonimato.

O balanço russo seria muito maior, com quase 120 mil mortos e entre 170 mil e 180 mil feridos, mas o número de reservistas de Moscou é consideravelmente maior, uma vantagem a longo prazo.

Guerra Israel X Palestina

O terceiro dia de guerra, nesta segunda (9), foi marcado por um intenso bombardeio na Faixa de Gaza. Até o momento, mais de 1.500 pessoas morreram. O Hamas atacou Israel no último sábado (7) por terra e ar num movimento sem precedentes. Os terroristas invadiram o território israelense e chegaram a diversas cidades.

Israel promoveu um forte contra-ataque e bombardeou várias áreas em Gaza, território dominado pelo grupo terrorista. Já há 100 mil soldados israelenses na fronteira e um cerco total da área controlada pelo Hamas, com bloqueio que impede a entrada de água, gás, comida e eletricidade.

*R7/FOTO: as e munições

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