Em sabatina, Maria do Carmo diz que governo do AM deve se preparar para seca e cheia e questiona relação com crise climática

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A candidata ao Governo do Amazonas Professora Maria do Carmo (PL) afirmou nesta segunda-feira (14), durante entrevista à Rede Amazônica, que o estado precisa se preparar melhor para os períodos de seca e cheia. Ao ser questionada sobre a crise climática, a candidata disse que convive com esses fenômenos desde a infância e que eles fazem parte da realidade amazônica.

“Na verdade, a gente tem as secas e as cheias. Pelo menos eu, na minha vida inteira, convivi com isso. O que a gente precisa é estar preparado a cada ano para poder dar suporte para a população ribeirinha”, afirmou.

 

A entrevista da Professora Maria do Carmo integra a série da Rede Amazônica com os candidatos ao Governo do Amazonas nas eleições de 2026. Ao longo da sabatina, a candidata também respondeu a perguntas sobre economia, educação, saúde, segurança pública e infraestrutura.

Confira o calendário das entrevistas:

  • Segunda-feira (14): Maria do Carmo (PL)
  • Terça-feira (15): Omar Aziz (PSD)
  • Quarta-feira (16): Roberto Cidade (União Brasil)
  • Quinta-feira (17): David Almeida (Avante)

 

Crise climática e seca

 

Ao responder a uma pergunta sobre mudanças climáticas, motivada por uma declaração do senador e candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL) sobre saneamento básico e meio ambiente, Maria do Carmo afirmou que os períodos de seca e cheia registrados no Amazonas são fenômenos recorrentes.

Segundo a candidata, o poder público deve concentrar esforços em medidas de prevenção e apoio às populações afetadas pelos eventos sazonais.

“Quando tem seca e cheia, a gente não está falando de crise climática. Eu digo que crise climática aqui no Amazonas seria tufões, furacões, cair nevasca, algo surreal. O que a gente precisa realmente é trabalhar para prevenir o que a gente já sabe que vai acontecer”, disse.

 

Maria do Carmo relatou que visitou Tabatinga no fim de semana e voltou a observar os impactos da estiagem na rotina da população.

Infraestrutura para ribeirinhos

 

A candidata defendeu investimentos em estruturas permanentes para minimizar os efeitos da vazante dos rios sobre as comunidades do interior.

Segundo ela, moradores enfrentam dificuldades de deslocamento durante a seca e, muitas vezes, precisam percorrer longas distâncias carregando mercadorias.

“Por que não pensamos em soluções alternativas que facilitem a vida das pessoas, tipo passarelas permanentes, não de madeira?”, questionou.

 

Maria do Carmo afirmou que o governo precisa criar mecanismos para antecipar problemas que já ocorrem todos os anos e oferecer melhores condições à população ribeirinha.

Saneamento e água potável

 

Durante a entrevista, a candidata também relacionou os principais problemas enfrentados pelos municípios do interior à falta de políticas públicas.

Segundo ela, questões como saneamento básico e abastecimento de água são responsabilidades do poder público.

“A falta de saneamento, a falta de água potável, isso é culpa do governo, não é da emergência climática”, afirmou.

 

Maria do Carmo citou municípios do Alto Solimões, como Benjamin Constant e Atalaia do Norte, para exemplificar dificuldades enfrentadas pela população no acesso à água.

Presença do governo no interior

A candidata defendeu ainda a ampliação da presença do Estado nos municípios por meio da criação de subsedes administrativas em regiões estratégicas do Amazonas.

Segundo ela, a proposta busca aproximar os serviços públicos da população e melhorar a capacidade de resposta do governo diante dos problemas enfrentados pelos moradores do interior.

Maria do Carmo afirmou que pretende utilizar estruturas já existentes para ampliar a atuação do Estado fora da capital.

*G1/AM/Foto: : Jadson Lima/g1 AM

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