Entenda como modelo de embrião feito com células-tronco ajudará a pesquisa sobre o desenvolvimento humano

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Cientistas de Israel encontraram uma solução para facilitar o estudo de estágios fundamentais do desenvolvimento dos humanos: criaram uma espécie de réplica de um embrião usando células-tronco.

Em linhas gerais, sabe-se o que acontece nos estágios iniciais do desenvolvimento de um embrião, mas ainda há muitas dúvidas sobre detalhes da formação do futuro feto nas primeiras semanas da gravidez.

Um dos problemas é a dificuldade para esse estudo por motivos óbvios: não é possível fazer experimentos e observar o que acontece dentro de um útero de uma mulher.

“Estamos em 2023 e não temos um conhecimento profundo sobre como é a dinâmica do desenvolvimento dos estágios iniciais [do embrião]. E essa é a fase crítica, se entendermos isso, podemos entender quais genes são fundamentais para quais órgãos, podemos entender quais remédios são perigosos para os embriões e para as mulheres grávidas”, diz o biólogo Jacob Hanna, do Instituto Weizmann de Ciência e da equipe responsável pelo estudo.

Ele faz uma referência aos remédios porque mulheres grávidas geralmente não participam de estudos clínicos para novas drogas.

Ainda há muitas dúvidas especialmente sobre o que acontece até o 14º dia de gravidez.

O que os cientistas israelenses fizeram

Como é difícil estudar o embrião dentro das mulheres grávidas, os cientistas israelenses criaram um modelo de embrião a partir de células tronco.

“O conceito é o de mimetizar os estágios iniciais e críticos do embrião. Fazemos isso sem usar espermatozoides ou óvulos, fora do útero, e ainda temos muitas estruturas que podemos estudar”, afirma ele.

A ideia não é de manter uma gravidez inteira –para isso, seria preciso um útero, e não é o objetivo. Não que seja impossível, segundo Hanna.

Esse é o primeiro modelo que é estruturalmente e morfologicamente compatível com um embrião humano no 14º dia de gravidez.

Célula-tronco

As células-tronco são aquelas que podem se transformar em células especializadas. Para esse estudo foram usadas células-tronco embriônicas, que são diferentes das outras.

“Se você pensar em uma pirâmide, com a base e com o topo, essas seriam uma fase de transição, elas não são diferenciadas, elas estão prestes a se tornar diferenciadas, e podem se tornar tanto a célula que vai fazer parte da placenta como a célula que vai fazer parte do saco vitelino”, afirma o cientista.

Órgãos

Além do modelo para os estudos, a estrutura desenvolvida por Hanna pode servir, no futuro, para fontes de células que se desenvolveriam em órgãos para serem transplantados –por exemplo, um fígado.

Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

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