EUA e Irã entram em trégua informal após dias de ataques seguidos

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A guerra no Oriente Médio entrou em uma trégua informal, após Estados Unidos e Irã concordarem em suspender operações militares por um tempo ainda não definido. A pausa nas hostilidades foi confirmada pelo governo iraniano neste domingo (26/7).

Em entrevista à televisão estatal iraniana, o porta-voz do Exército do Irã, Mohammad Akraminia, informou que forças do país interromperam os ataques retaliatórios que vinham atingindo posições norte-americanas em nações vizinhas.

“Nas últimas duas noites, os EUA interromperam seus ataques e, como eu disse, nossa resposta foi de retaliação”, disse Akraminia. “Portanto, interrompemos as operações de retaliação”.

 

Ataques norte-americanos contra o Irã não são registrados desde a última sexta-feira (24/7), quando os EUA pausaram a ofensiva sem dar maiores explicações. Antes disso, forças norte-americanas realizaram operações contra o território iraniano por 13 dias seguidos.

Segundo o jornal norte-americano The New York Times, a decisão surgiu em meio à diminuição do arsenal de mísseis norte-americanos, e do alto custo da guerra, que já custou US$ 37,5 bilhões (mais de R$ 181 bilhões) aos cofres públicos.

A trégua acontece enquanto Washington e Teerã enfrentam dificuldades para retomar as negociações.

Neste domingo, o porta-voz do ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baqaei, revelou que os dois lados continuam trocando mensagens por meio de mediadores como Paquistão, Omã e Catar. Até o momento, contudo, as conversas não evoluíram.

Retomada da guerra

O Comando Central dos EUA (CENTCOM) realizou uma série de ataques contra o Irã em 8 de julho, rompendo assim o cessar-fogo em vigor desde junho. Na época, a trégua fazia parte dos termos do memorando de entendimento assinado por Washington e Teerã para discutir um acordo mais amplo para o conflito.

Além da nova trégua, ambos os lados concordaram em tomar ações imediatas enquanto diplomatas discutiam a aplicação integral do documento de 14 pontos. Entre elas a reabertura do Estreito de Ormuz, o fim do bloqueio dos EUA em portos do Irã e o levantamento gradual de sanções norte-americanas contra o país persa.

Antes de retomar os ataques, o governo Trump acusou o Irã de atacar três navios em Ormuz — o que significava o não cumprimento de um dos tópicos acordados no memorando.

Depois de ser atacado, o Irã voltou a lançar mísseis e drones contra instalações norte-americanas espalhadas em países vizinhos. Jordânia, Kuwait, Bahrein, Catar e Omã foram algumas das nações onde operações iranianas aconteceram.

Fonte: Metrópoles/Foto: Arte Metrópoles

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