O lítio, conhecido como “ouro branco”, é um metal macio de coloração prateada que se oxida rapidamente em contato com o ar ou a água. Essencial para a fabricação de baterias, tornou-se peça-chave na transição energética — especialmente para veículos elétricos, além de dispositivos eletrônicos, drones e sistemas de armazenamento de energia.
Atualmente, a China domina grande parte da cadeia global de valor do lítio. Mas a Europa pode ter encontrado um trunfo estratégico para reduzir essa dependência: o depósito de Beauvoir, localizado na região de Allier, na França.
O jazimento de Beauvoir já era conhecido desde a década de 1960, embora a principal extração local fosse de caulim. Desde 2005, o controle da mina está nas mãos da multinacional francesa Imerys, especializada em minerais industriais.
Agora, o foco passa a ser o lítio. A expectativa é produzir cerca de 34 mil toneladas de hidróxido de lítio por ano — volume suficiente para fabricar baterias destinadas a aproximadamente 700 mil carros elétricos anualmente.
O governo francês anunciou apoio público ao projeto, incluindo um incentivo inicial de 200 milhões de euros à Imerys para viabilizar o desenvolvimento da extração e processamento do mineral.
A iniciativa é vista como estratégica para fortalecer a autonomia europeia em matérias-primas críticas, em um momento em que a indústria automotiva do continente acelera sua eletrificação.
O avanço do projeto pode:
•Reduzir a dependência europeia de importações asiáticas
•Reforçar a cadeia produtiva local de baterias
•Impulsionar a competitividade das montadoras europeias
•Estabilizar custos no médio prazo
Fonte: O Globo/Foto: Wikimedia Commons
