Família Cardoso se recusa a falar com emissora de TV de Manaus

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Cleusimar Cardoso Rodrigues e Ademar Farias Cardoso Neto, mãe e irmão da ex-sinhazinha do Boi Garantido Djidja Cardoso, que morreu em maio deste ano, não querem mais conceder entrevista a jornalistas enquanto estiverem presos. A informação foi enviada pela defesa dos dois à Justiça amazonense na última segunda-feira (30).

A defesa se opôs ao pedido da TV Norte, afiliada do SBT no Amazonas, para entrevistar Ademar e Cleusimar. A emissora queria que uma equipe entrasse no presídio para conversar com a mãe e o irmão de Djidja. “Por hora não existe interesse dos acusados em conceder entrevistas enquanto presos”, afirmaram os advogados Rosana de Assis e Mozarth Bessa Neto.

A recusa em conceder entrevista ocorre após o jornalista Roberto Cabrini, da RecordTV, obter autorização da defesa e entrar no Complexo Penitenciário Anísio Jobim, no quilômetro 8 da BR-174, para gravar com Cleusimar e Ademar, que estão no CDF (Centro de Detenção Feminino) e CDPM I (Centro de Detenção Provisória de Manaus), respectivamente.

Na entrevista, exibida no dia 22 de setembro, Cabrini questionou os presos sobre a alegação da Polícia Civil do Amazonas de que eles integravam uma seita intitulada “Pai, Mãe, Vida”, que estimulava o uso de ketamina (também conhecida como cetamina), uma droga geralmente usada por veterinários em animais de grande porte, para deixar as pessoas em transe.

Cleusimar e Ademar negaram a existência de seita e disseram que faziam meditação com base em ensinamentos de um livro chamado “Cartas de Cristo”, escrito por uma mulher inglesa que optou pelo anonimato. Publicado no Brasil pela Almenara Editorial, o livro fala sobre “transcender da consciência humana mediana para alcançar o nível da consciência Crística de Jesus”.

No pedido enviado à Justiça, a TV Norte alegou que queria “desempenhar trabalho jornalístico informativo na cobertura do processo criminal” e que “a defesa dos pretensos entrevistados não apresentou qualquer impedimento para concessão da entrevista”. O Ministério Público informou que não era contra o pedido, mas que os presos deveriam concordar em falar, o que não ocorreu.

Cleusimar e Ademar foram presos no dia 30 de maio deste ano, dois dias após a morte de Djidja, na Operação Mandrágora, da Polícia Civil do Amazonas. A polícia também prendeu outras oito pessoas, incluindo José Máximo Silva de Oliveira, dono de uma clínica que fornecia as drogas à família; Bruno Roberto, ex-namorado de Djidja; e o personal trainer Hatus Silveira.

Quando foram presos, Cleusimar e Ademar estavam sob efeitos de entorpecentes. Na prisão, eles tiveram crise de abstinência, situação que durou alguns dias para Ademar e algumas semanas para Cleusimar. Agora, conforme a advogada Rosana de Assis, os dois estão bem. No presídio, a mãe de Djidja realiza algumas tarefas, como cuidar de animais e de horta.

Foto:Divulgação/Instagram/ *AM Post

 

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