Fed mantém juros dos Estados Unidos na faixa de 5,25% a 5,50% ao ano

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O Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) manteve os juros do país inalterados nesta quarta-feira (20), pela quinta reunião consecutiva, em uma faixa de 5,25% a 5,50% ao ano. A decisão foi unânime. Esse continua sendo o maior nível das taxas desde 2001.

A medida já era esperada pelo mercado e veio após o comitê ter mantido o mesmo referencial na última reunião, em janeiro.

Ao publicar a decisão, o Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) voltou a afirmar que não considera apropriado reduzir o intervalo de juros até que tenha “maior confiança de que a inflação está evoluindo de forma sustentável para 2%”, a meta do Fed.

A projeção, segundo os formuladores de política monetária do país, é que sejam feitos três cortes de 0,25 ponto no referencial de juros em 2024, levando a uma redução de 0,75 ponto até o fim do ano.

No comunicado divulgado nesta quarta, o Fomc afirmou que a inflação dos Estados Unidos diminuiu no ano passado, mas permanece elevada. Atualmente, a inflação oficial do país está em 3,2% no acumulado de 12 meses até fevereiro.

“Ao considerar quaisquer ajustes sobre o intervalo para a taxa dos fundos federais, o Comitê avaliará cuidadosamente os dados recebidos, a evolução das perspectivas e o equilíbrio dos riscos”, ponderou o colegiado.

O Fomc também informou que indicadores recentes sugerem que a atividade econômica do país “tem se expandido em um ritmo sólido”.

Sobre mercado de trabalho, o Comitê afirmou que “os ganhos no emprego permaneceram fortes e a taxa de desemprego permaneceu baixa”. O trecho representa uma leve mudança em relação ao comunicado anterior, quando o colegiado citou ganhos “moderados” nos dados de emprego.

Reflexos dos juros norte-americanos

Os juros em níveis elevados nos Estados Unidos aumentam a rentabilidade dos Treasuries (títulos públicos norte-americanos) e devem continuar a refletir nos mercados de ações e no dólar, com a migração cada vez maior de investidores para o país, em busca de uma melhor remuneração.

No cenário macroeconômico, os efeitos dos juros altos nos Estados Unidos também se refletem no longo prazo, indicando uma tendência de desaceleração econômica global, já que empréstimos e investimentos também ficam mais caros.

No Brasil, investidores seguem na expectativa pela decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil (BC), que será divulgada ainda nesta quarta.

A maioria do mercado aposta em uma nova redução da taxa básica de juros (Selic), em 0,50 ponto percentual, para 10,75% ao ano.

*G1/Foto: Reprodução

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