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FIA e F1 monitoram desdobramentos de ataque ao Irã sob o campeonato

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A eclosão de uma crise no Oriente Médio após os ataques dos Estados Unidos e Israel ao Irã, no último sábado, já é motivo de alerta no mundo do esporte a motor. A Federação Internacional do Automobilismo (FIA) se pronunciou nesta segunda-feira assegurando que monitora os desdobramentos do conflito e que analisará a situação dos Mundiais da F1 e de Endurance (WEC).

O campeonato 2026 da F1 tem início já neste fim de semana, em 8 de março, enquanto o WEC começa no dia 28 do mesmo mês. No caso da Fórmula 1, a escalada dos ataques em Teerã já estão tendo impacto negativo sobre a logística para o GP da Austrália, que abre o Mundial. O conflito já chegou a 555 mortos até este terceiro dia de confronto.

Confira, abaixo, o pronunciamento do presidente Mohammed ben Sulayem:

“Como presidente da FIA, meus pensamentos estão com todos os afetados pelos recentes acontecimentos no Oriente Médio. Estamos profundamente entristecidos com a perda de vidas e nos solidarizamos com as famílias e comunidades impactadas. Neste momento de incerteza, esperamos por calma, segurança e um rápido retorno à estabilidade. O diálogo e a proteção dos civis devem permanecer como prioridades. Estamos em contato próximo com nossos Clubes-membros, promotores dos campeonatos, equipes e colegas no local enquanto monitoramos os desdobramentos com cuidado e responsabilidade. A segurança e o bem-estar guiarão nossas decisões enquanto avaliamos os próximos eventos programados na região para o Campeonato Mundial de Endurance da FIA e o Campeonato Mundial de Fórmula 1 da FIA. Nossa organização é construída sobre unidade e propósito compartilhado. Essa unidade importa agora mais do que nunca.”

Os organizadores do GP da Austrália asseguram que o conflito no Oriente Médio não vai impedir a realização da etapa. No entanto, a imprensa internacional relata que os ataques forçaram mudanças logísticas significativas do pessoal envolvido no Mundial da F1 – com risco de ausência de alguns indivíduos, de acordo com o jornal inglês “The Guardian”.

Estima-se que mil pessoas da F1 foram afetadas, já que o Catar e os Emirados Árabes Unidos, importante hub de voos e escalas para a Oceania e Ásia, foram alvos de retaliações do Irã.

Doha, capital catari, chegou a receber um míssil iraniano; um hotel sete estrelas de Dubai também foi atingido, e o aeroporto de Abu Dhabi foi palco de um ataque de drones deixando uma pessoa morta e outras sete feridas.

Catar e Abu Dhabi são sedes de corridas da F1, embora apenas na segunda metade da temporada; já o Circuito de Sakhir, no Bahrein, e o de Jeddah, na Arábia Saudita, terão provas já no mês que vem (12/4 e 19/4).

O fato levanta preocupação, sobretudo porque um míssil iraniano atingiu uma base da Marinha dos EUA a apenas 30 km do Circuito de Sakhir, levando inclusive ao cancelamento dos testes de pneus com a McLaren e a Mercedes.

O periódico britânico detalha ainda que o fato da F1 já ter enviado os carros e outros equipamentos do Bahrein para Melbourne logo ao fim da pré-temporada, no último dia 20 de fevereiro, evitou problemas maiores. Todos os 22 carros já se encontram no Circuito Albert Park, sede da primeira prova de 2026.

Segundo o “Daily Mail”, a F1 assegura a permanência dos GPs do Bahrein e Arábia Saudita no calendário de 2026; mas, de acordo com o jornal, a categoria já possui planos de contingência para o caso do conflito forçar mudanças. Confira as datas das próximas etapas do Mundial.

Fonte: Globo Esporte/Foto: Reuters

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