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Presidente do BRB diz a deputados que “o banco para de funcionar” se PL não for aprovado

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O presidente do Banco de Brasília (BRB), Nelson Antônio de Souza, disse a deputados distritais que, se o projeto de lei para fortalecimento da instituição não for aprovado, “do ponto de vista regulatório, o banco para de funcionar”.

Souza deu a declaração na reunião que ocorre com parlamentares, na manhã desta segunda-feira (2/3), a portas fechadas, e entregou o documento com o discurso aos deputados em seguida. O Metrópoles teve acesso à íntegra.

O presidente do BRB disse que houve impacto reputacional e “irregularidades foram identificadas”, em relação aos negócios do Banco Master que geraram prejuízo ao BRB. Souza, porém, reforçou que “não houve paralisação do banco ou colapso institucional” nem “omissão da atual gestão”.

“O BRB continua operando normalmente desde o início da operação, pagando mais de 209 mil servidores públicos, operacionalizando mais de 25 programas sociais e atendendo centenas de milhares de beneficiários”, afirmou o presidente. “O que está em debate aqui não é o passado. É a estabilidade futura do DF”, declarou.

Segundo Souza, dos R$ 12 bilhões adquiridos em carteiras de crédito suspeita de fraude do Master, R$ 10 bilhões foram liquidados ou substituídos. “Os números maiores mencionados envolvem ativos ainda em avaliação, alguns sem liquidez imediata”, informou. “Divulgar números não auditados gera instabilidade”, ponderou.

O presidente do BRB defendeu que o Projeto de Lei 2175/2026, que autoriza o GDF a obter empréstimo de até R$ 6,6 bilhões e usar nove imóveis como garantia ou para venda, “não é um cheque em branco”.

“Ele cria instrumentos legais para que seja assegurada a sobrevivência do banco com estabilidade e solidez”, declarou.

Souza elencou os riscos ao BRB e ao DF se o projeto do governo, acionista majoritário, não for aprovado. Veja:

  • Do ponto de vista regulatório, o banco para de funcionar;
  • Ocorrerá imediata interrupção de transferências de renda dos programas socais operados pelo banco, impactando mais de 400 mil beneficiários;
  • Caos imediato do transporte público no DF, pela paralização do sistema de bilhetagem operado pelo banco;
  • Interrupção da entrega dos medicamentos da farmácia de alto custo;
  • Suspensão das operações de crédito imobiliário, afetando mais de 650 mil trabalhadores diretos;
  • Interrupção de operações de crédito rural e para micro e pequenas empresas;
  • Paralização das operações de crédito para os servidores do GDF; e
  • 6.800 empregados afetados – aposentados do BRB poderão perder seus sustentos.

Souza declarou, ainda, que “o fim do BRB pode gerar risco em todo o sistema financeiro”. “Temos quase 60 anos de história dedicada ao desenvolvimento da economia do DF. Não podemos colocar isso em xeque. Caso haja descontinuidade do banco, décadas serão perdidas”, enfatizou.

Fonte: Metrópoles/Foto: HUGO BARRETO/METRÓPOLES @hugobarretophoto

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