Se você pretende financiar um carro, deve ter reparado que existem duas modalidades: Crédito Direto ao Consumidor (CDC) e leasing. Mas, afinal, quais são as diferenças entre esses métodos e como eles interferem no valor final do veículo.
Em mais um guia sobre financiamentos, Autoesporte revela as principais diferenças entre as modalidades, bem como seus respectivos pontos positivos e negativos.
Crédito Direto ao Consumidor
O Crédito Direto ao Consumidor, ou apenas CDC, é o estilo de financiamento mais comum. Ele é aplicado quando o cliente pega dinheiro emprestado com uma instituição financeira para comprar um carro. Neste caso, a dívida passa a ser com o banco ou instituição financeira, que vai quitar o valor do veículo na loja.
Como qualquer modalidade de financiamento, o CDC tem vantagens e desvantagens. Começando pelo que há de bom, as parcelas são pensadas para caber no orçamento do cliente, pois o cálculo é feito de acordo com sua renda. A agilidade para a retirada do veículo na loja é outro ponto positivo.
Entretanto, a entrada mínima de 20%, a taxa de juros geralmente elevada, as tarifas complementares e o risco de inadimplência são desvantagens dos financiamentos CDC.
Leasing
Quem trouxe a ideia do leasing para o Brasil foi o Itaú, mas a modalidade logo se popularizou entre outros bancos. Traduzido do inglês, o termo significa arrendamento mercantil.
Sabe quando o seu time de futebol faz o empréstimo de um jogador com opção de compra? O leasing de veículos funciona da mesma forma. O banco ou instituição financeira adquire o veículo e o coloca à disposição do cliente por uma mensalidade. O prazo para o arrendamento do carro é de 24 meses.
Ao fim do contrato, o cliente poderá quitar a parte residual do valor do carro ou vendê-lo para se livrar da dívida. Assim como o CDC, o leasing tem vantagens e desvantagens. Como ponto positivo, a modalidade não exige o pagamento de uma entrada. A transação também está isenta da cobrança do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).
Por outro lado, o carro fica registrado em nome do banco até a quitação e não poderá ser vendido até o fim do prazo de 24 meses. Não é possível amortizar parcelas e as taxas administrativas para quitar o veículo podem ser pesadas.
Vale lembrar que, assim como os consórcios, o leasing vem perdendo força no Brasil. Apesar das altas taxas de juros cobradas pelos bancos, os financiamentos CDC continuam sendo a forma mais popular para adquirir um carro.
Fonte: Auto Esporte/Foto: Divulgação




