Fundo Amazônia amplia recursos para combater incêndios florestais

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O Comitê Orientador do Fundo Amazônia (COFA) aprovou, nesta sexta-feira (10/11), a ampliação dos recursos destinados para os nove Estados da Amazônia Legal para o combate a incêndios florestais e queimadas ilegais. O valor destinado para cada unidade da federação era de R$ 35 milhões e agora poderá chegar a R$ 45 milhões, totalizando R$ 405 milhões não reembolsáveis.

A decisão ocorre em meio a seca histórica que afeta a região Norte, que tem provocado o aumento das queimadas nos estados amazônicos.

“A ampliação do orçamento para esses projetos possibilitará o apoio a ações efetivas que fortalecerão a capacidade dos Estados de enfrentamento do grave problema dos incêndios florestais e queimadas ilegais, que é intensificado por mudanças climáticas”, destaca o secretário executivo do Ministério do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco.

Além de favorecer a propagação das chamas, a estiagem tem causado problemas na qualidade do ar dos estados da Amazônia Legal. Sem chuvas e com alto número de incêndios florestais, as capitais estão sofrendo com uma densa camada de fumaça e névoa seca.

Os recursos do Fundo Amazônia poderão ser utilizados para o fortalecimento institucional dos estados, modernização dos sistemas de prevenção e monitoramento integrados ao Sistema Nacional de Informações sobre Fogo (Sisfogo). Além disso, o dinheiro poderá auxiliar na compra de caminhões-tanque e aeronaves usadas no combate às queimadas.

Atualmente, o Fundo Amazônia destina recursos para alguns projetos de monitoramento de queimadas, como o Prevfogo, ligado ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), e programas do Acre, Mato Grosso, Pará, Rondônia e Tocantins.

A Amazônia Legal é composta por nove estados. São eles: Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins e Maranhão.

Dados mais recentes mostram que o Fundo Amazônia dispõe de R$ 3,5 bilhões doados pela Suíça, Alemanha, Estados Unidos, Noruega e Petrobras. Esse valor deve ser destinado, principalmente, para projetos de desenvolvimento sustentável na Amazônia. O dinheiro presente no mecanismo é gerido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Foto: Igo Estrela/Metrópoles

*Metrópoles

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